Ao início a ameaça de uma epidemia denominada de Gripe Suína pareceu-me um furo mediático, adequado às mais bem sucedidas parangonas da história do jornalismo alarmista. Comparando com a “das aves” este “produto” estava condenado ao sucesso noticioso e a bater todos os recordes de primeiras páginas sem bliscar nenhum dos tabus "politicamente correctos" da moda.
Agora, não sei se por pressão da classe (suína) ou por puritanismo estético, os sensores da OMS decidiram chamar-lhe gripe A, ou pior ainda, AH1N1 que não dá jeito nenhum. Ao menos espero que a medida ainda salve alguns porcos do preconceito e da suínofobia, que eu gosto muito deles no cozido e na feijoada. Mesmo constipados!
Monday, May 4, 2009
AH1N1: o triunfo dos porcos
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O espelho de Alcácer
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Não tenho grande pachorra para "socialites" ou intriguinhas “cor de rosa”. Nunca dei muita atenção às fofocas sobre o casamento d...
Já se prepara uma grande operação mediática, com três comentadores em estúdio, para uma longa emissão dedicada à gripe A, onde será discutido o efeito sobre a venda de bolota e os problemas causados aos produtores de presuntos, que já exigiram uma audiência com o ministro para pedir compensações. No exterior vários repórteres, um deles num posto motorizado, acompanharão a chegada dos resultados, que depois de aterrarem serão conduzidos ao ministério num autocarro blindado e patrulhado pela polícia, num percurso de poucos quilometros, pelas artérias de Lisboa. Após a declaração da ministra, alargar-se-á o debate aos telespectadores, que queriam ligar e decidiremos por televoto a sorte do porco...
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