Não sei porquê anda para aí meio mundo preocupadíssimo com a perspectiva de nenhum partido obter maioria absoluta nas próximas legislativas. Sem se rirem às gargalhadas dizem temer que o país venha a tornar-se ingovernável.
Então expliquem-me como se eu fosse muito burro: o que é que ganhou o país com a maioria absoluta socialista? E as reformas prometidas? E o confronto com as corporações? Ou será que tudo não passou dum mero jogo de intimidação ao género canino – agarrem-me se não eu mordo? A justiça já funciona? Baixou-se a despesa pública? Que é feito da dívida externa? Diminuiu a corrupção? As escolas já ensinam? O desemprego abrandou? E a criminalidade? O estado paga a horas e tornou-se pessoa de bem?
Ora deixem-se lá de tretas, e venha daí uma maioria relativa!
a maioria relativa é sempre melhor. quando ela é absoluta, há uma tendência incontrolável para a asneira absoluta!
ReplyDeleteJoão, já não voto há mais de duas décadas – acho eu… - mas desta vez vou votar. O país bateu no fundo, e não foi por causa da crise externa. Refiro-me aos valores, à qualidade e aos resultados da gestão destes últimos quatro anos. E venha daí uma maioria relativa ou mesmo absoluta, mas com outro sinal. Um sinal de seriedade parece-me imprescindível. :-)
ReplyDeleteCaro José, não sei se há uma regra, mas no caso referido parece-me evidente. Abraço
ReplyDeleteGosto de a ver por cá, Luísa Já não digo o mesmo da sua abstenção. Não acha que será mais útil um voto em branco, que é uma posição "activa"?
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