Trinta e cinco anos após o 25 de Abril Portugal é uma partidocracia decadente, um país em profunda crise moral, económica e social. Com o debate político amestrado pela agenda politicamente correcta o regime mostra-se incapaz de se regenerar.
Claro que há alguns inconformados que apostam em projectos cívicos alternativos, numa luta desigual contra o poderoso centrão dos interesses. É o caso de Laurinda Alves, candidata ao Parlamento Europeu (PE) pelo Movimento Esperança Portugal (MEP) que o jornal Público acaba de dispensar da sua lista de colunistas. De notar que neste mesmo jornal escrevem mais dois cronistas candidatos ao PE, o Rui Tavares pelo Bloco de Esquerda e Vital Moreira pelo partido do governo. As razões invocada pela direcção do jornal são “questões orçamentais”. Laurinda Alves escrevia no Público há dez anos e nenhum outro colunista foi dispensado.
Coincidência ou não, também há pouco tempo Rui Marques presidente do MEP, deixou de escrever para o Correio da Manhã.
Quando falamos de Laurinda Alves e Rui Marques falamos de figuras públicas com prestigio e historial na intervenção cívica que optaram por posições políticas fora do sistema partidário vigente. E isso não tem perdão.
Trinta e cinco anos após o 25 de Abril os portugueses têm aquilo que merecem: conformados e avessos à participação cívica, acabam por prezar o chavascal em que vivem nem que seja por inércia. Porque afinal este é o panorama que se adequa e melhor disfarça a mediocridade padrão.
Friday, April 24, 2009
Portugal pequenino
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