A respeito deste post, Carlos Santos desafia-me a ler este seu texto e a afirmar a minha posição quanto ao fenómeno da tortura e da sua hipotética legitimação. Acontece que a minha sensibilidade e educação cristã remetem-me para uma posição radicalmente contra tais práticas, sejam elas exercidas por “fascistas” ou “comunistas” de “direita” ou de “esquerda”.
Como noutras questões éticas, como a do aborto ou eutanásia, reconheço que há "casos limite" que nos remetem para dilemas complexos. Por exemplo há quem reclame a legitimação da tortura, quando esse recurso possa evitar uma catástrofe e salvar vidas. Ainda assim, tendo a questão como abstracta, mesmo num caso desses eu mantenho a minha opinião: determinados princípios éticos têm que ser sempre salvaguardados, sob o risco de se relativizarem valores, que inevitavelmente corrompem os alicerces duma civilização evoluída. O respeito pela dignidade de cada ser humano, projecto de Deus único e irrepetível, deve ser um valor inalienável.
Monday, April 27, 2009
Fracturas expostas
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Afinal nem sempre fico dividido quando o leio, João Távora. Desta vez concordo consigo.
ReplyDeleteEu também. Diluir fronteiras éticas em casos destes é muito perigoso.
ReplyDeleteAté parece que professo assim umas ideias esquisitas... :-)
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