Wednesday, March 11, 2009

A face da vergonha


O resultado de 12-1 sofrido pelo Sporting na eliminatória da liga dos campeões contra o Bayern é uma vergonha. Acontece que ontem à noite, motivado às tantas por uma curiosidade mórbida, eu assisti ao desafio até ao final. E sou levado a concluir que para lá da tremenda incompetência e falta de brio revelada pelos jogadores da minha equipa em campo, está um treinador que responsável,  e que não possui mais condições para exercer o cargo. Porque a hecatombe tem que ter consequências: o vexame de Munique tem uma face, um nome, um responsável que se chama Paulo Bento. Esta humilhação jamais poderá ser considerada normal, sob o risco da “aculturação da mediocridade” por um clube supostamente “grande” e de matriz “vitoriosa”: esforço, dedicação, devoção e glória que eu saiba ainda é a sua assinatura!

Até hoje defendi até às últimas a inédita política de estabilidade proclamada por Soares Franco quanto à manutenção equipa técnica. Como pessoa conservadora que sou, considero meritórios tais intentos, mas parece-me que o principio esbarra com este descalabro.

Os pergaminhos do centenário Sporting Clube de Portugal exibem a vitória por 16-1 ao Apoel de Nicósia em 1963 como resultado recordista numa eliminatória europeia. Hoje ninguém nos livra dum novo recorde, uma nódoa indelével na história do clube que não deixará de condicionar a equipe e a sua liderança a curto prazo. Isto, alcançado por uma equipa em desnorte, sem carácter ou liderança: um aviltante desrespeito para com o clube, os seus adeptos, e a sua história.


 


 

1 comment:

  1. Não se apoquente. O recorde de 63 é do clube. Aquilo da Baviera é contabilidade duma sociedade anónima. Veja que são naturezas bem distintas.
    Cumpts.

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