Não me parecem justificadas as preocupações auscultadas de dentro do Partido Socialista sobre a sua estratégia de confrontação à Igreja por via das bandeiras assumidas pelo casamento dos homossexuais ou a eutanásia. É que para além da influencia da Igreja hoje em Portugal não ser decisiva, não me parece que a sua doutrina obtenha grande eco dentro do espectro do eleitorado que o PS pretende seduzir.
Assim, a estratégia de propaganda do partido do governo passa por duas grande prioridades: recuperar a sua imagem à esquerda, à boleia dos temas fracturantes, e abafar tanto quanto possível o tema da crise económica e das suas cada vez mais incomodas e omnipresentes consequências. As “questões de consciência” têm por natureza um grande potencial mediático: fazem muito barulho e podem constituir-se numa útil e espessa cortina de fumo face aos problemas reais do país. Para os quais o Partido Socialista definitivamente não tem soluções.
Thursday, February 12, 2009
Uma falsa questão
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