Está tudo aqui. Tinham que ser os bifes do canal Odisseia a desmascararem-nos: aqueles bisbilhoteiros encomendaram um estudo de opinião à Eurosondagem sobre a vida amorosa dos portugueses. Como resultado fica comprovado cientificamente que somos uns refinados aldrabões: “há normalmente três questões em que os portugueses enviesam as suas respostas: no sexo e nas habilitações, os portugueses dizem que têm sempre mais do que na verdade; e nos salários, em que respondem sempre que ganham menos do que na realidade.” Uma chatice de denúncia com consequências imprevisíveis para o negócio nacional. Nesse sentido, o meu consócio (no Sporting) Rui Oliveira e Costa ainda reclama da disparidade entre as respostas dos homens e das mulheres em questões de intimidade, como é o caso da frequência de relações sexuais e o número de parceiros... o que nos remete para a famigerada gabarolice do Tuga, ou então para uma enorme promiscuidade de umas poucas galdérias, sempre as mesmas.
De resto são curiosas algumas outras conclusões, como o facto de 16% dos portugueses recorrerem à Internet para andar ao engate, e também 16% admitirem já ter tido mais de dez relacionamentos ao longo da vida. Claro que presume-se que não são os mesmos!
Finalmente uma boa noticia: mais de cinquenta por cento dos portugueses diz-se fiel, coisa que baralha os números todos e faz dos restantes entrevistados uns autênticos depravados. Enfim, não fossem as respostas tendencialmente “enviesadas”, e o português gostar de armar ao Chico esperto e esta sondagem seria perigosamente reveladora.
Isto cheira-me a uma ignominiosa campanha negra lançada por poderes ocultos para desviar a atenção do pessoal de outro tipo de aldabrices!
ReplyDeleteAinda me lembro da surpresa - e tranquilidade - que senti quando aprendi que roubar para matar a fome não é pecado. Lembro-me também - há quantos anos! - que o meu avô entregou a casa ao senhorio (uma casa que toda a família adorava) sem aceitar a indemnização que este lhe oferecia - o senhorio disse que a lei lhe dava esse direito, e o meu avô respondeu que não se sentia no direito de beneficiar duma lei injusta. O meu avô era um católico cheio de fé (e um economista de renome internacional), e foi sempre a fé que norteou a sua vida; eu só não percebo é porque é que Saramagos e afins têm tanto horror à Igreja Católica!
ReplyDeletePeço desculpa pelo anonimato do comentário - não foi intencional!
ReplyDeleteDesisto de fazer aparecer a minha assinatura no cabeçalho - vai mesmo no texto
ReplyDeletemj
Estes comentários estão obviamente fora de sítio - peço desculpa pela trapalhice!
ReplyDeleteHmm... e que dirão dos alemães? (Já agora, e era preciso um estudo para isto?)
ReplyDeleteEheheh... somos aldrabões? Nããããão!!
ReplyDeleteTambém digo: era preciso um estudo para chegar a essa conclusão?