Saturday, February 28, 2009

Seis verdades e três mentiras

Aqui vai a minha resposta ao desafio da Luísa e do João Amorim. Garanto-vos que a minha vida dava um filme, mas liquidaria de imediato a minha frágil reputação, pelo que tive que moderar as minhas revelações verdadeiras. Arrisque o leitor apontar as falsas!


 


1 - Tenho dois filhos e dois adoráveis enteados adolescentes que me dão muita luta.

2 - Saí de casa dos meus pais aos dezanove anos para descobrir o Mundo e perdi-me.

3 - Estive para morrer afogado arrastado pela corrente na foz do rio Mira.

4 - Estive muito perto de abraçar a vida monástica.

5 - Sou uma pessoa pragmática e austera.

6 - Por uma temporada em 1970 na Casa da Comédia representei a personagem principal numa peça de teatro.

7 - Em várias fases da minha vida arranhei uns acordes de viola para cantar umas cançonetas populares - lá voltarei quando me reformar.

8 - Gozei a vida até aos limites e casei-me trintão.

9 -  Aos quarenta e sete anos não resisto a uma valente borga no Bairro Alto ou na 24 de Julho.


 


Excepcionalmente não interrompo a corrente e lanço o desafio ao Rui Castro, ao Luís Novaes Tito, à Cristina Ferreira de Almeida, ao Carlos Medina Ribeiro e ao Nuno Castelo Branco.

4 comments:

  1. Obrigada pela sua resposta, João.
    Quanto a falsas revelações, aposto já na 2: pode ter saído de casa, mas temos aqui a prova de que não se perdeu. A 6 parece-me bastante duvidosa. Não estou a ver um João muito juvenil aguentar a estopada de ter de repetir o mesmo papel durante uma temporada inteira na Casa da Comédia. Finalmente, a 9, por absoluta incompatibilidade com a 5, que julgo mais conforme com a imagem que nos tem «vendido» nestes anos todos. :-)
    P.S.: A 8 também é suspeita no confronto com a 5, quando refere: «gozei a vida até aos limites». Mas claro que há limites e limites… ;-D

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  2. Hummm... as falsas? Aposto na 4, 5 e 9. E acrescento que não o acho nada "pragmático e austero", antes bastante apaixonado e, logo, com tendência (bem controlada, é certo) para o excesso... ;-) Mas as borgas na actual noite de Lisboa é que não me parecem condizer consigo.

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