Para gáudio de muitos o circo da política chegou aos píncaros no fim-de-semana que passou, com José Sócrates a fritar em fogo lento sob o crepitar das informações sobre o caso Freeport.
Não fora o estado caótico do regime, que potencia estes fenómenos de suspeitas e de escândalos cirúrgicos, conjugado com uma crise económica de consequências incalculáveis, o caso até podia ser interessante, para quem como eu não gosta da matriz ideológica do governo.
O problema é que estes acontecimentos reforçam a ideia que há tempos venho afirmando, da necessidade urgente de uma profunda regeneração do regime e das suas instituições, que redima a sua imagem e a sua eficácia. Para que a política saia do atoleiro e volte a atrair as elites, gente de valor, e assim consiga mobilizar as pessoas para um projecto de salvação nacional.
Porventura sou um ingénuo: os países pouco desenvolvidos só se regeneram à bordoada e é suposto degradarem-se continuamente nas presas dos oportunistas de ocasião até que o regime caia de podre. O que nos obriga a recomeçar sempre do zero, às mãos de perigosos aventureiros. Tem sido essa a nossa sina há duzentos anos para cá.
Monday, January 26, 2009
Portugal em questão
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Eu ia mais longe, mais que um regeneração, eu que gosto de utopias, desejava uma construção de inicio, já que colocar remendos na actual situação, dificilmente impede a ventania de entrar no edifício.
ReplyDeleteO que o senhor João Távora, desculpa a indiscrição, faz por isso?
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