A cronista do regimento está preocupada com o silêncio generalizado à volta da moção ao congresso de Sócrates sobre o casamento dos homossexuais. E manda o recado, provocador e veemente aqui. Pois a mim parece-me que, dos partidos aos movimentos cívicos, passando pela blogosfera “excitada” (na qual eu me incluo), já toda a gente proclamou copiosamente as suas opiniões. Foi há bem pouco tempo, há três meses, se bem se lembra a D. Fernanda, aquando da votação dos projectos de lei do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda, aquelas que o partido do seu Sócrates rejeitou. De resto, a Senhora jornalista terá que admitir que para as pessoas normais, (sim, normais!) é uma canseira andar-se constantemente a discutir as mesmas coisas, nomeadamente as suas causas e manias, sejam elas fracturantes, sejam elas de consciência ou de falta dela. Não seria um acto de puro patriotismo, um serviço à comunidade, se se promovesse um voto de silêncio sobre o assunto até à próxima legislatura? É que até lá, centenas de milhares de portugueses responsáveis estarão mais preocupados em saber como conservar os seus empregos ou as suas empresas. Até chegar o diploma da senhora Câncio à Assembleia, os portugueses viverão oprimidos e estrangulados pelos impostos dum Estado monstruoso e insaciável. Suspeito que por causa disso, a notícia, a agenda, a breve trecho irá falar de sobrevivência... das pessoas e do regime, continuamente incapaz de se reformar, de se regenerar.
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vê-se bem que isso é uma gente que não tem mais nada que fazer e procura disfarçar a sua inutilidade com assuntos ainda mais inúteis. como dizia o outro "vão mas é trabalhar ó... vão mas é fazer qualquer coisa de útil para a sociedade". se se fala é porque se fala, se não se fala é porque não se fala. chiça! já não há nem um "cibinho" de paciência para essas "indefinições" (latu sensu). bah!!!
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