Vai para aí um chinfrim danado à volta das declarações de D. José Policarpo ontem à noite numa tertúlia na Figueira da Foz. Tudo isso porque o Cardeal Patriarca, politicamente incorrecto, terá alertado os jovens presentes para as trágicas dificuldades de conciliação dum casamento entre um cristão e um muçulmano. Insinuado pela comunicação social como um discurso intolerante, parece-me que o Cardeal patriarca foi sensato naquilo que disse: a sua mensagem dirigia-se aos cristãos, no entendimento do casamento como uma opção responsável e consequente. E porque viver a religião não é o mesmo do que pertencer a um clube de futebol: ser cristão pode ser muito mais do que uma tradição, pode constituir uma adesão profunda e estruturante da pessoa. Assim sendo, não me parece difícil adivinhar o sarilho que tal casamento significaria para os que vivem a pratica religiosa num esforço de coerência - de um lado ou do outro. De resto, nem quero aprofundar as presumíveis dificuldades de integração pelo casamento dum cristão na religião/cultura muçulmana, para mais se for mulher.
A indispensável tolerância e diálogo inter-religioso não pode significar a diluição de convicções ou princípios. Como o do livre arbítrio, um dos pilares básicos do cristianismo, inspirador da civilização europeia.
Para "primeiros passos no diálogo inter-religioso", como ele afirma, não está mal, não Senhor!
ReplyDeleteNada como ser budista de Inverno e nudista de Verão (e teósofo de quatro estações) para estar a salvo das querelas
ReplyDeleteO Tiago é que sabe! :-)
ReplyDeleteNão percebo a sua observação. O Cardeal na informalidade duma tertúlia , perguntas e repostas com jovens.
ReplyDeletePara que eu perceba esta sua, será muito pedir que me esclareça se:
ReplyDeletea) D. José Policarpo tem razão no que disse porque é Cardeal.
b) O que D. José Policarpo diz na informalidade de tertúlias (ainda que públicas acrescento eu) não interessa para nada.
c) Como D. José Policarpo respondia a perguntas de jovens, sabendo que estes são uma cambada de iletrados atrasados mentais, não valia a pena o esforço de medir o que dizia.
Caro Pedro: Eu acho que o Cardeal esteve bem pelas razões que enumerei no post . Por favor leia outra vez, se não as entendeu.
ReplyDeleteUma "conciliação" não pode ser impedimento de se chamar os bois pelos nomes.
De resto, não quero aprofundar as presumíveis dificuldades de integração pelo casamento dum cristão na religião/cultura muçulmana, para mais se for mulher.
ReplyDelete-Apenas poderá acontecer se for mulher, ás mulheres muçulmanas está vedado o casamento com homens que sigam outra confissão religiosa, porque segundo a Lei Islâmica, com o casamento a mulher passa a pertencer ao marido e à família deste, evitando assim expressamente que uma muçulmana passe a obedecer a outra religião. O casamento também é um contrato, D. José Policarpo disse apenas que convém ler as letras miudinhas...
Caro João,
ReplyDeleteNão discuto se o Cardeal tem ou não razão. Não me surpreendem os conselhos que transmitiu às jovens cristãs. Aconselhasse-as a casar com muçulmanos e, então sim, deixar-me-ia boquiaberto e seria até capaz de dizer que o homem endoidou!
Pergunto-me apenas se D. José Policarpo falou para jovens cristãos, ou se os usou para mandar recados, como parece ter sido o caso.
E como disse atrás, se estes são os "primeiros passos no diálogo inter-religioso" ou “para uma conciliação” como o João agora lhe chamou, estamos conversados.
Um abraço
Não entendo o mundo e as pessoas à minha volta em constantes conspirações, recados e 2ªas e 3ªas intenções. Entendo as palavras de D. José Policarpo, pessoa que tenho como boa (e tal não se trata de um preconceito, acredite) com uma única intenção: de alertar para uma realidade que ele conhece, para um monte de óbvios sarilhos que não se podem relativizar.
ReplyDeleteAbraço
Não poderia ter D. José Policarpo alertado as jovens cristãs para o monte de sarilhos que podem advir de se casarem com um homem de religião diversa da sua? Havia que destacar os muçulmanos?... Com quem é muito díficil dialogar?... Que são como lobos a marcar território?...
ReplyDeleteComo aconselhou D. José Policarpo - Não sejamos ingénuos!
Abraço