Parece-me estranho que perante os mais que previsíveis resultados das directas do CDS apareçam agora alguns inconsoláveis militantes deitando a toalha ao chão. A grave conjuntura histórica que atravessamos e a violenta revolução orgânica que se adivinha com funestos danos colaterais, tem que ser tomada como uma oportunidade, o emergir de novas prioridades, de novos horizontes.
Neste contexto, com a tendência de fulanização do CDS, em vias de se transformar numa empresa de propaganda unipessoal, a prioridade dos militantes deveria ser de se reforçarem, agrupando-se como reserva por um projecto politico de puro serviço, para uma nova ordem nacional.
Acredito que muitos portugueses anseiam por um projecto político lúcido e transparente, descomplexado e de direita. Que moralize e resgate as instituições numa atitude ética e reformadora. Um projecto fundamentado em ideais sólidos, nos valores personalistas cristãos que o “centrão dos interesses” desbaratou durante décadas, em nome dum “pragmatismo” eleitoralista.
Que não hajam dúvidas: chegaram novos tempos e vêm aí novas lutas. É urgente uma profunda regeneração de métodos e de conceitos. Acredito que os actuais protagonistas, descredibilizados pela ausência de ideias e ideais, mais tarde ou mais cedo estarão de saída. Assim parece-me que o momento deverá ser de empenho e vigília, não de abandono.
Wednesday, December 17, 2008
O outro advento
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O espelho de Alcácer
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Não tenho grande pachorra para "socialites" ou intriguinhas “cor de rosa”. Nunca dei muita atenção às fofocas sobre o casamento d...
Entendo, meu caro. Parece-me até razoável; porventura, desejável. Mas há dois detalhes a ter em conta: por um lado, quem não está bem muda-se e não vem qualquer mal ao mundo por isso, visto que não impede outras iniciativas em novos azimutes; por outro lado, convenhamos que ninguém é obrigado a aturar o Paulo Portas. Eu já teria saído há muito...
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