As máquinas café expresso invadem as nossas casas, e a cada Natal que passa o perigo é redobrado. Cá para mim aquilo do Nespresso dá um café a saber a conservantes, acho que aqueles “preparados” têm uns aromas mais próprios para rebuçados. Sou eu que o digo porque já provei algumas daquelas "drageias" do Sr. George Clooney. O assunto já foi motivo de acesa discussão com amigos e em família, as opiniões divergem, mas aquilo definitivamente a mim não me apetece: além de sair cara cada pastilha, quando tomo café em casa, gosto daquele de saco, e se tiver visitas até o faço “de balão” que tem mais estilo. Cada coisa no seu sítio!
Depois, não me tirem o passeio para o café, na esplanada ou lá dentro, no Paredão ou na Garrett, com o jornal ou um bom livro, sozinho ou em boa companhia. Ir ao café é um ritual imprescindível para o meu equilíbrio, mesmo que seja “à pressa”, ao balcão. É uma boa maneira de começar o dia, comentar com o Sr. Camilo as últimas “da bola” ou do bairro. Nisto de máquinas (caras!) já me basta a Bimbi que geme estridente lá em casa, e por quem (!) eu morro de ciúmes. Aquela treta de mil euros, que só faz um litro de sopa de cada vez, agora domina a culinária doméstica, ninguém mais quer saber dos meus prosaicos petiscos artesanais calóricos e gordurosos. É ver a criançada fazer lasanhas e outras habilidades com molho branco e tomatada, todas contentes com a mãe babada a ver.
Com a Internet já podemos trabalhar e pagar os impostos a partir de casa. Mas não exagerem: depois do "cinema em casa" querem-nos vender cerveja de pressão e a bela da bica “em casa".E até já ouvi falar de uma companhia de teatro que “actua ao domicílio”. Enfim, com um montão de euros e boa tecnologia sempre podemos viver emparedados.
Mas eu gosto mesmo é de sair para ver o povo e respirar outros ares, por isso com a vossa licença termino, que vou lá abaixo tomar a “bica” e ver como param as modas.
Texto reeditado
Já somos dois, João: prefiro o café de saco, e ainda mais o de balão. O Nespresso não me convence. A não ser que seja o Clooney a servir-mo... aí estou disposta a rever a minha posição!
ReplyDeleteTudo menos isso!!! Já viu bem o comportamento dele, Ana? O homem nem é capaz de oferecer um café a uma senhora...
ReplyDeleteOra, JC... e quem é que se importa com esses pormenores?? :-)
ReplyDeleteEu insisto que a Bimbi também me incomoda. Já o George, não tanto: eu sou bem melhor do que ele! :-)
ReplyDeleteDisso não tenho quaisquer dúvidas, João. :-)
ReplyDeleteE então se serve bem cafés (de balão, de preferência), é uma verdade incontestável!
Quanto à(s) máquina(s).... concedo tudo. Eu até faço café com um daqueles coadores de flanela....Mas o Sr. George Clooney... Balhamedeus! Ai Balhamedeus! Qual café qual carapuça!
ReplyDelete:)))))))
"Balhamedeus" é espectacular (com licença, vou usar de ora em diante!) e traduz com exactidão o meu estado de espírito após ler esta bela ponderação do excelso João Távora (meu 'mentor' na boa blogoesfera, se se recordar...).
ReplyDeleteSucede que eu ando há quase um ano enamorada da ideia de ter uma Nespresso. Sucede que provei (duas vezes) o lote 'Roma' e amei. E que as cores são lindas e a máquina um mimo e a ideia de uma 'expresso' no aconchego do lar me seduz além do que consigo dizer (adoro estar em casa).
Já tinha a coisa agendada para este Natal (gift to self) e ainda há minutos (ele há coisas, hein?!) pensava:"Ai, já é 19, tenho de ir comprar a máquina, 'carago' ! - ai, 'carago' não, 'carago'!).
Vim aqui 'cuscar' e deparo-me com este estado de alma! E agora!?
Eu também tenho o meu lindo balão, e a cafeteira italiana e outra muito esquisita, mas de que gosto esteticamente, e por aí fora. Faltava-me ' a belezzzzzura': café com sotaque.
E agora!?
Ana, troco o Clooney pelo Jean Reno...
Cara Margarida:
ReplyDeleteÉ uma honra tê-la por cá!
De resto faz muito bem beber a bica em casa. Nem sempre nem nunca! :-)
ReplyDeleteAqui é mais 'cimbálino' - assim mesmo, 'carregado'...
E é um gosto lê-lo. Um gosto, creia.