Cais das Colunas no Terreiro do Paço num dia invernoso como hoje fotografado por Ferreira da Cunha (1901-1970) daqui.
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Uma bela fotografia que já é histórica. O que vale é que as colunas estão bem guardadas. Tão bem guardadas que nunca mais ninguém as vê...
ReplyDeleteCaro J.C.
ReplyDeleteEstás enganado. O ridículo chegou pela manhã de hoje. A tenda itinerante que percorre o país onde quer que esteja o primeiro-ministro ou qualquer ministro do seu governo, chegou ao Terreiro do Paço e serviu para mais uma cerimónia de suma importância, anunciada desta forma pelo canal radiofónico oficial: "Esta manhã vai estar aqui o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, para inaugurar o novo Cais das Colunas... por sinal, temos aqui junto de nós um senhor que se lembra do cais antigamente... acha que agora está mais bonito?... Não! Falta aqui muita coisa!"...
Finalmente!!! Espero que seja verdade o que dizes! Porém, a rádio oficial deixa-me de pé atrás: vai ser inaugurado??? Cheira-me a esturro. Querem ver que as colunas originais 'desapareceram' e estas agora são novas!?!
ReplyDeleteQuanto ao senhor que respondeu ao repórter que faltava ali muita coisa, está cheio de razão. Quando a tenda governamental está por perto, sente-se logo a falta de vergonha...
JC, alguém me disse (e é alguém que sabe o que diz) que as verdadeiras colunas desapareceram mesmo, de um depósito da CML, e que foram mandadas fazer outras iguais para as substituir e não levantar muito barulho. Acredito, porque já acho tudo possível. Por exemplo, acho perfeitamente possível que as históricas colunas do Terreiro do Paço estejam hoje a fazer de portão numa quinta de um qualquer político endinheirado, que achou a ideia interessante...
ReplyDeleteDevo dizer-lhe, Ana, que não tenho muitas dúvidas quanto a isso. Lembro-me de se comentar, há tempos, que já ninguém sabia das colunas e que elas jamais voltariam ao seu lugar. Essas vozes cresceram e, um dia, um responsável qualquer veio a terreiro muito indignado dizer que elas estavam bem guardadas. Cheirou-me logo a esturro: ao perceberam que as ditas cujas não estavam esquecidas e que as pessoas as queriam de volta, iam fazer outras.
ReplyDeleteHoje, guardo no meu íntimo a certeza de que não são as colunas originais e que elas estão de facto na quinta de alguém que as abarbatou. Como certamente não foi Mário Lino, não entendo como é que ele e outros se prestam a estas cenas. Provavelmente, porque já deitaram a mão ou vão deitá-la a quaisquer outras colunas que andam algures por aí? Até nestas coisas a falta de vergonha não tem limites. Acho isto tudo lamentável. Agora, se alguém quiser dar-se ao trabalho de saber onde páram as verdadeiras, é só ir procurar quem e quando garantiu que elas estavam bem guardadas e depois olhar em volta.
O caso é tipico da sociedade amoral em que caímos. Ninguém espera que as colunas históricas estejam num 'off-shore', mas a atitude caracteriza a gente pouco séria que tem chegado aos poderes efémeros em que todos os desvios passaram a ser possíveis. Como disse, acho isto tudo lamentável. Apenas já nem damos importância a algumas coisas, para parecer que não é tudo. Sinal de que já nos habituámos a viver na amoralidade...
J.C.
ReplyDeleteA resposta foi dada ontem pela Agência Lusa, a tal que é oficial, e nada melhor para confirmar que o cambalacho foi uma realidade. A oficialidade ao reportar a cerimónia na tenda itinerante salientou a dado passo da notícia: "O monumento foi reconstruído mantendo a traça original, embora muitas das peças tenham sido feitas de novo com mármore igual ao do monumento original"...
Pois é...
ReplyDeleteEu não disse há tanto tempo? Eu não disse???Tinha razão Ana. Até nestas coisas! É mais uma pouca-vergonhice! Se resta alguma vergonha em Portugal, ela está infelizmente confinada aos que têm vergonha que isto aconteça todos os dias em todas as esquinas do País!
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