Se um ingénuo forasteiro aterrasse em Portugal há um mês e assistisse a alguns dos noticiários nacionais, por certo assustar-se-ia com o país, aparentemente sem lei e a saque, um hollywoodesco faroeste europeu.
Doutro modo se o ingénuo turista desembarcasse na última semana e atendesse a alguns dos recentes telejornais, verificaria confortado as inúmeras reportagens de rusgas e intervenções policiais, perseguições e musculadas detenções ao vivo, qual reality show, um triunfante espectáculo do país a ser posto por ordem ali mesmo em directo.
Sendo que ambas as mensagens percepcionadas são enganosas, temo que será sobre estes pressupostos que a batalha politica cada vez mais se irá decidir. Uma agenda regida por uma realidade virtual progressivamente mais desligada dos verdadeiros problemas do nosso país.
Realmente parece que as televisões estão em toda a parte. Fazem-se estas intervenções por encomenda para passarem na televisão. Afinal, a nossa polícia está a agir quando é preciso e o governo pode assim mostrar trabalho feito e justificar que apesar do clima de insegurança vivido nos últimos tempos, as autoridades até estão a agir bem.
ReplyDeleteO que a mim particularmente me chateia é não haver há que tempos notícias nenhumas sobre a monarquia.
ReplyDeleteVejamos, Caro João,
ReplyDeleteparece-me muito optimista a Tua apreciação, se reportada ao sentir do Cidadão Comum (aquele que desabafa nas lojas, convívios e taxis, em vez de o fazer nos blogues). Esse está imune à percepção de uma semana "com Polícia, mas sem ladrões". Afinal, a Classe Política não deixou de aparecer e é como a crisma, metendo tudo no mesmo saco.
Abraço