Indivíduos houve que por sua acção criminosa determinaram brutalmente a vida de povos inteiros: por exemplo, Gavrilo Princip, estudante sérvio ultranacionalista ao assassinar o arquiduque Francisco Fernando originou a eclosão da I grande Guerra; os suicidas Manuel Buíça e Alfredo Costa que perpetraram o regicídio de 1908 no Terreiro do Paço precipitaram os factos que levariam à revolução de 5 de Outubro e aos caóticos dezasseis anos de sangrenta guerrilha politica e de decadência económico-social da nação. Da história que se seguiu estamos todos cansados de lamentar.
Porventura sem comparação, tambem Mark Chapman (na foto) um certo dia cuidou de alterar o curso da nossa (minha) história acabando abruptamente com a vida de John Lennon, sem dúvida um dos mais marcantes músicos do século XX. O facto é que este sujeito agora biografado no filme "Capítulo 27" por J. P. Schaefer pertence ao grupo dessas sórdidas figuras históricas que num determinado momento da sua existência, com mais ou menos consciência das consequências, detiveram um desmesurado poder sobre a existência dos seus semelhantes. Por mim, sempre que recordo o genial Imagine, oiço o Sgt. Pepper's ou o "álbum branco" dos Beatles, reforço a minha convicção de que este mundo seria um local bem mais aprazível com Lennon entre nós.
De facto, não há comparação entre os assassinos de reais personagens e os outros.
ReplyDeleteSó para completar. Se bem me lembro, Princip era sérvio bósnio e o seu ultranacionalismo era do tipo jugoslavo.
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