Carta aberta ao director do Instituto da Droga
Exmo. Senhor:
Dr. João Goulão
Director do Instituto da Droga, da Toxicodependência, da ganza, do xuto, do drunfo, da pedra, do cavalo e outras cenas práfrentex
Foste muito porreiro, pá, em ter feito um dicionário do vício para a juventude. É que a ignorância da juventude sobre o vício é bué. Bem se queixa o Cavaco, embora ele não passe de um conservador desprezível que nunca tripou lá na parvónia. Uma civilização em que os putos não se entregam ao vício, como é seu dever, está condenada à morte. De tédio. Foi o que aconteceu a Roma (pergunta ao Picoito, esse betinho revionista). A grande civilização romana, que fez da má vida uma arte, não caiu por causa das orgias dos patrícios, mas porque os bárbaros não sabiam o que era uma orgia. Tivessem eles um dicionário da devassidão em bárbaro e Roma ainda hoje existiria. Por isso tomo a liberdade, diria até a libertinagem, de te enviar alguns palavrões que os cócós do IDT, sempre com aquele ar de quem não snifa às escondidas, pela certa desconhecem.
Tótó – infeliz que não bebe, não fuma, não joga e não escreve em blogues.
Supertótó – tótó que paga o IRS.
Sócrates – tipo que faz jogging e só fuma nos aviões da TAP.
Escuteiro – pamilitar alucinado que comete boas acções diárias.
Tratante – gajo que tem a lata de trabalhar para sustentar a família, em vez de roubar no Metro como toda a gente.
Morcão – quem toma banho todos os dias, sabe-se lá por que doença.
Sacripanta – alguém que não cospe na sopa nem bate na mãe.
Aleivoso - homem fiel à mulher, provavelmente por impotência.
Biltre - traidor que nunca apanhou uma carroça antes das 3 da tarde.
Cortesã - nome que se dava às generosas donzelas das Sextas, até que o careta do Távora o trocou por outro menos nobre para não misturar o trono e o lupanar.
Aqui ficam, para proveito da malta nova.
Recebe um abraço fixe do teu,
Pedro Picoito (do blogue O Cachimbo de Magritte)
:-)))
ReplyDeleteEste sr Goulão é dos que "derrubam" todas as muralhas.O objectivo é a "democratização" da bestialidade.Proibido proibir , excepto os gajos que nem com lingua de palmo têm que pagar para ainda por cima serem enrabados.
ReplyDeleteO "dicionário" imbecilóide avalizado pelo doutor Goulão já foi retocado na sequência das críticas surgidas na imprensa e na blogosfera, como o Mário Ramires diz hoje num bom artigo que escreve no 'Sol'. O contribuinte lá vai pagando estes desvarios - ou seja, todos nós.
ReplyDeleteConfesso que ainda não percebi a excitação à volta deste assunto. Afinal que aconteceu? Os betinhos picaram-se?
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