(...) “contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português – o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se”.
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Citação de “Da República” de Fernando Pessoa em "Tradição e Revolução" de José Adelino Maltez.
Centenário da República: para breve, uma revolução a rememorar.
E o azul desse céu é tão lindo, juntemos-lhe um pouco de branco, que é sempre lindo, e pronto!
ReplyDeleteNão acredito que Pessoa escrevesse «protuguês».
ReplyDeleteMas que ele gostava de uns copitos, lá isso gostava.
Uma bandeira monárquica toda rasgada também é muitalinda.
ReplyDeleteViva o 24 de Abril senhor Távora, ou é melhor dizer o 28 de Maio?
ReplyDeleteUma revolução a rememorar em breve, de facto, só pode ser o 28 de Maio de 26.
ReplyDeletecaro João Távora
ReplyDeleteFernando Pessoa pensava isso e muito mais. A Sophia de Mello Breyner e o Francisco Sousa Tavares também nunca gostaram dessa bandeira! Claro que o regime só exalta o "lado" intelectual dos incontornáveis, não vá o povo ver o outro "lado" como exemplo!!
O povo lá sabia o que dizia, quando justificava as cores da carbonária presentes na bandeirola do traste do Afonso Costa, como verde para avançar e vermelho para parar. A bandeira da "república" vale zero. Lixo com ela:
ReplyDelete16 anos de ditadura e terrorismo de Estado
1 derrota estrondosa na I Guerra Mundial
Desastre económico sem precedentes
Fuga de centenas de milhar para a emigração
Total desprestígio do país no concerto das nações
Roubos, escândalos e morticínios consecutivos
Ditadura de 48 anos
Polícia política
Inútil guerra em África
Descolonização vergonhosa
Venda do país a retalho aos tubarões capitalistas da CEE
Ponham essa bandeira na lixeira da História!
De onde vem esta citação?
ReplyDeleteO Pessoa fartou-se de falar contra o regime do 5 de Outubro e até teve grandes problemas. A Formiga Branca do jagunço Afonso Costa perseguia todos aqueles que manifestassem qualquer tipo de oposição ao desvario cacetista do partido "democrático". Uma vez, estando o Costa dentro de um eléctrico a caminho de Belém, ouviu-se um grande estrondo provocado por uma avaria. O bombista-mor assustou-se e atirou-se janela fora, partindo a cabeça na calçada. Foi parar ao hospital e esteve em "perigo de vida" (coitadinho...). O Pessoa escreveu um hilariante texto acerca da providência que utilizava carros eléctricos para obstar a certos males. Meteu-se num grande sarilho, porque a patifagem não perdoava.
ReplyDeleteQuanto à citação relativamente à bandeirola pára-arranca, vou ver se obtenho resposta para lhe dar.