Thursday, April 24, 2008

Sunset Boulevard


 

Era vê-lo ontem à entrada do Conselho Nacional, rodeado de flashes e objectivas, caminhando lentamente, deleitado e complacente para com as perguntas ansiosas dos repórteres. Santana Lopes não ama o palco, não ama o povo, ama o público. E comunga com os media uma mútua atracção, tão fatal quanto estéril. Produto duma época, duma cultura leviana e narcísica, Santana não resistirá à perspectiva de umas semanas de aceso protagonismo mediático. Negligente quanto aos fins, mas apostado a chegar aos meios: espelho meu, espelho meu...

6 comments:

  1. Não-se-enxerga Boulevard, diria eu.

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  2. Assino de cruz! (e o paralelo com esta cena de "Sunset Boulevard" é um achado!)

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  3. «Espelho meu, espelho meu...» - dizia ele para obedecer ao guião. Mas não havia espelho algum. Por isso, ele não se enxerga...

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  4. Fantástico! Eu assisti aos jornalistas, em directo - claro - à espera da saída dele com o mesmo nervosismo de quem espera a saída de Dita von Teese de uma performance privada. Como esperado, nada aconteceu quando ele saiu e as banalidades trocadas foram absolutamente as esperadas perante as luzes e os microfones. Patético de parte a parte. Teremos mais episódios.
    Joana

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  5. Caro Luís, assim tira protagonismo ao Pedro Correia, com um post "A melhor década da política (1)"

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  6. Joana, devia pedir o livro de reclamações por o seu blogue vir referido na barra lateral como Hple Horror. Isto digo eu, sem maldade.

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