Alguém de boa fé me garante que os professores - uma das maiores corporações sustentadas pelo nosso ancestral estado providência - acolheria de forma racional e cooperante, de qualquer governo que fosse, um sistema de avaliação que minimamente premiasse o mérito e combatesse a mediocridade e o desperdício de recursos?
Pela minha experiência pessoal e através da relação que mantenho com o sistema de ensino através dos meus miúdos, já conheci professores de qualidades humanas e técnicas verdadeiramente admiráveis: gente que toma o seu ofício quase como se de um serviço cívico se tratasse, exercido com profissionalismo, entusiasmo e afecto. Em relação a essa minoria duvido que existam tabelas salariais ou estatuto profissional que remunerem justamente tanta entrega e vocação. Quanto aos outros, uma boa parte desses funcionários que por aí se arrastam pachorrentamente pelas escolas, confesso que não os contrataria nem para tirar fotocópias na empresa onde trabalho.
Assim, perante este conflito que amanhã atinge o seu auge com uma manifestação sindical em Lisboa, manda a boa consciência de quem está na luta politica à direita do PCP, ou simplesmente de boa fé, que não embarque oportunisticamente neste ensurdecedor bota-a-baixo populista, na ânsia de dividendos políticos. Dividendos esses que amanhã desautorizarão qualquer projecto de reforma credível que tenha em conta um ensino focado na qualificação e sucesso dos alunos.
Caro João Távora
ReplyDeleteHabitualmente concordo com os seus posts. Tem posições políticas das quais me sinto próximo. É por essa razão que me sinto com ânimo para lhe dizer que acho este seu post absolutamente deplorável.
Tenho esperança que o seu bom senso volte depressa.
Cordialmente
corta-fiteiro-anónimo
Subscrevo totalmente caro João, e vindo do meu amigo nem é supeito, pois nem de longe,nem de perto, está na linha politica deste governo, era bom que toda a gente, pensa-se mais nas crianças e não em usar abusivamente as palavras em nome delas.
ReplyDeleteO comentário acima é meu, não assinei, do facto peço desculpa João.
ReplyDeleteUm abraço para si, caro Ergela. :-)
ReplyDeleteNão percebo. (Aliás isso parece cada vez mais frequente).
ReplyDeleteHá uns professores bons que têm razão, e há outros que não podem ter razão porque não são bons, mas o que interessa é que as pessoas "de bem" fiquem em casa, não vá o PC dizer que os professores têm razão e portanto lhes dá razão e apoio.
É isso?
Realmente, quando a coisa chega à contestação ao sistema, que não é o caso da luta dos professores, o mal é sempre o mesmo: o PCP. Caramba, que maus que eles são. Mas também quando a coisa chega aqui a tendência inevitável é a do disparate, que é o caso deste post.
ReplyDeleteO autor tem direito às opiniões que quiser, mas tem também a obrigação de saber do que fala e sobre o que perora e não debitar atoardadas sem mais nem menos.
Caro I Rodrigues: acredito antes que não tem disposição para me entender. O sarilho que é mexer nos interesses instalados, sê-lo-á para qualquer governo. Quem se habituou a emprego vitalício e à modorra da inconsequente mediocridade... tem medo me mudar. Os nossos miúdos é que perdem, e Portugal continua adiado.
ReplyDeleteÓ João Távora, não acha que está a ficar demasiadamente parecido com o Vital Moreira?
ReplyDeleteSiga as recomendações da P.S.P. e de João Távora: Se é um professor de bem; de boa-fé; não é bolchevista e não sabe tirar fotocópias na empresa do Távora, por favor não vá à manifestação. Caminhar faz mal à saúde e pode ficar com ficha aberta na P.S.P.
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