Foi com espanto e choque que recentemente a minha mulher e eu testemunhámos uma cena de violência ente um casal de jovens adolescentes, enquanto tomávamos um café junto à estação de S. João do Estoril. Consta que é vulgar na urbana "movida" juvenil (equivocas conquistas da propalada “igualdade de géneros"?), mas a cena pareceu-nos macabra: na plataforma da estação e perante a passividade do restante grupo de teenagers , um dos jovens, aplicava continuamente umas valentes murraças na rapariga, que humilhada, se encolhia e gritava de dor mas sem fugir. De notar que o pequeno bando em nada aparentava constituir-se por marginalizados ou por miúdos "socialmente desprotegidos". A minha distância do grupo era grande, para mais separado pelas linhas dos comboios, o que me deixou impotente perante o acontecimento. Entretanto os jovens desapareceram numa das carruagens em direcção a Lisboa, provavelmente para uma boa noitada de radicais e emocionantes sensações... de valentia.
Dá que pensar como, apesar das campanhas, dos alertas e das denúncias divulgados na comunicação social, estas cobardes aberrações se perpetuam impunemente nas novas gerações. Supostamente civilizadas e educadas... pela escolaridade obrigatória e pelos media.
Não me diga que assistiu à agressão ao Rui Santos e que, por o comentador ser pequenino e com voz fininha, o confundiu com uma teen.
ReplyDelete"Supostamente civilizadas e educadas... pela escolaridade obrigatória e pelos media", disse o João Távora. Esqueceu-se de acrescentar: "...e pela minha geração". A culpa é sempre alheia, né?
ReplyDeleteComo é belo, o amor em Portugal (acompanhado ao som dos Jardins Proibidos)
ReplyDelete....e vamos esperar, por os filhos.....destes filhos.
ReplyDeleteJoão Távora,
ReplyDeletecomo bem sabe, escolaridade obrigatória não é sinónimo de educação.
E hoje não existe educação nas escolas portuguesas. Porque uns quantos teóricos "iluminados" se encarregaram de a desmantelar.
Estamos cada vez mais longe de parâmetros mínimos de verdadeira educação.
Face à ausência de valores que os sucessivos reformadores do ensino (?!) em Portugal provocaram, ainda havia uma disciplina que tentava dar algum norte às relações humanas e incutir valores.
Essa disciplina chamava-se Moral e Religião.
Mas como era um anacronismo (na cabeça das tais luminárias), havia que a extirpar do programa obrigatório.
Os resultados destes desmandos e destas políticas inconsequentes - arquitectadas por gente sem nível e sem princípios - estão à vista de todos...
Tiago menor
O que nao falta por ai e gente que frequentou Religiao e Moral e que enche as mulheres de porrada.
ReplyDeleteA formacao moral (nao necessariamente religiosa) e reponsabilidade da familia, nao deve ser delegada na escola.
Ora até que enfim alguém aborda a razão que me fez comentar hoje .. a responsabilidade da família bem implícita na ironia fina com que nos brinda João Távora quando diz “pela escolaridade obrigatória e pelos media” .. pelo menos é como eu interpreto .. fina ironia de agulha em seios familiares que pura e simplesmente se demitiram da função de educadores com a pioneira desculpa que a carreira e os compromissos profissionais permitirão um dia uma dedicação à família, proporcionando, por enquanto, a consola, a tv no quarto, a licença de moto, a semanada choruda e outras coisas importantíssimas e imprescindíveis ao crescimento e desenvolvimento dos filhos.
ReplyDeleteEra isto não era? ;)
Cara Once in a while, é isso mesmo como diz. A educação a sério é papel da família.
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