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O espelho de Alcácer
O ruído da espuma dos dias nos noticiários cansa-nos, avassala-nos e, não raras vezes, anestesia-nos a alma. Por isso, a nossa primeira reaç...
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Na Semana Santa que por estes dias vivemos, fomos convidados a percorrer simbolicamente o caminho de Jesus Cristo até ao Calvário, impulsio...
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Não tenho grande pachorra para "socialites" ou intriguinhas “cor de rosa”. Nunca dei muita atenção às fofocas sobre o casamento d...

Esta frase parece talhada para aquele artigo do historiador Rui Ramos! Já reparou na minha aptidão para me fazer de, aquilo que efectivamente até sou meio, parvo?
ReplyDeleteClaro: um rei assassinado sempre é diferente de um plebeu, seja ele, sei lá, escritor, pintor, cirurgião, arquitecto, navegador, explorador, guerreiro, bispo, etc, etc, etc.
ReplyDeleteCaro João,
ReplyDeleteMorrer um Rei é como morrer um pai.
O primeiro post no meu blogue serviu para recordar um homem que meu avô me ensinou a respeitar. O meu avô foi o marinheiro do leme no navio D. Amélia e D. Carlos gostou dele ao ponto de o levar para terra, onde se tornaram companheiros das caçadas, porque o meu avô era considerado o melhor atirador da época.
Abraço
Permita-me, João, que transcreva uma frase impressiva de Rui Ramos, no artigo da «Atlântico»: "Se quisermos imaginar um século XX sem Salazar, é preciso imaginá-lo sem a dominação do Estado pelo Partido Republicano entre 1910 e 1926- e nesse caso, é preciso imaginá-lo com D.Carlos"
ReplyDeleteEu que sou republicano,católico,curvo-me,perante a imagem deste rei culto e, que gostava do seu povo,é sem dúvida um facto triste da história portuguesa, que diz tanto a si João.
ReplyDeleteUm abraço.
"Morrer um rei é como morrer um pai?" Mas está tudo doido? De um lado, dão-se vivas aos gajos que mataram o rei. Do outro lado, chora-se a morte de um rei que morreu há cem anos, como se fosse (imagine-se)... o próprio pai. Este país se não existisse teria de ser inventado pelos Monty Python.
ReplyDeleteEu ia a escrever: há cem anos morreu um homem. Mas tive de corrigir para: há cem anos morreram em Portugal muitos homens, contando-se entre eles o Rei, título que se aplicava, na altura, ao Chefe do Estado.
ReplyDeleteEra, com certeza, uma pessoa estimável e de valor, tal como os seus adversários políticos também o eram.
Ao Manuel Leão: homem de valor era D. Carlos, disso ninguém tem dúvidas. Valorosa - quase um autêntico ministério dos assuntos sociais antes do seu tempo -, era D. Amélia. Mas,
ReplyDelete- valoroso o nepotista, caceteiro e chefe de quadrilhas de assassinos como o Afonso Costa?
- valoroso o Almeida, organizador dos bombistas, descarado demagogo, incompetente? Em quê?
- valoroso o pior intriguista e oportunista da época, o baraão de Joane, conhecido como Bernardino Machado, tão escandalosamente incompetente que foi por duas vezes deposto?
- valorosa, toda a canalha que impôs à bruta a vontade de alguns, como a organização costista Formiga Branca? Valorosos eram os quadrilheiros do Abel Olímpio (o Dente d'Ouro) que conduziram a Camioneta Fantasma naquele sangrento e repulsivo trajecto?
- valorosa foi aquela política de repressão, cerceamento de liberdades, corte absoluto nos cadernos eleitorais, esmagamento dos sindicatos?
- valorosa foi a política de carne para canhão, enviando dezenas de milhares de pés rapado, sem preparação, mal armados e ineptamente comandados para a Flandres? E isto com o único e exclusivo fim de obter um ténue reconhecimento do regime de carniceiros que por cá medrava?
- valorosa a política de desastre económico que conduziu a tremendos escândalos que acabaram por liquidar o regime em 1926?
Pois...