Evangelho segundo São Mateus 17, 1-9Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele.
Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».
Da Bíblia Sagrada
"o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
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Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O»"
Ilusionismo do melhor. Nem sei se o David Copperfield conseguiria pôr uma voz nas nuvens.
O João é livre de acreditar no que quiser, ou em nada. Nada disso o desmerece face ao meu juízo. Mas deixe-me que lhe diga que seu comentário me parece demasiado ordinário para uma passagem do evangelho desta beleza. Volte sempre.
ReplyDeleteJá agora, por falar em beleza, na imagem «Transfiguração» de Rafael, Museu do Vaticano. Clicar para aumentar.
ReplyDelete"Mas deixe-me que lhe diga que seu comentário me parece demasiado ordinário para uma passagem do evangelho desta beleza. Volte sempre."
ReplyDeleteO quadro de Rafael é belo. Já tive oportunidade de o contemplar e espero votar a vê-lo, um dia destes. Quanto ao conteúdo da passagem biblica, sinto muito, mas não consigo acreditar em nuvens falantes, dois mil anos antes do advento da tecnologia e dos aviões.
Resta-me tentar perceber por que razão considera ordinário um comentário como aquele que fiz, que não contém linguagem imprópria e não insulta ninguém (excepto talvez o David Copperfield).
Entre muitas leituras que se podem fazer, a mais óbvia sugere-me aproximações aos fundamentalismos religiosos, mas, provavelmente, estou enganado e brincar com nuvens falantes é apenas um insulto cuja compreensão está fora do meu alcance. Nesse caso, aceite as minhas desculpas.
Volto sempre, obviamente.
O 'ordinário' tem um significado amplo e o João Távora tem razão. Pode chamar-se-lhe 'mau gosto', por exemplo. Mas, chame-se o que se lhe chamar, o texto original não é uma anedota e por isso é que não teve graça, JCD.
ReplyDeletePara a próxima e na dúvida, é melhor abster-se. Não faltam excelentes ocasiões para tentar ser engraçado...
Sr. JCD:
ReplyDeleteAqui, tenho de dar razão quer a João Távora quer a J. C.
A fé uma questão do foro íntimo de cada um. E contrapor tecnologia à fé não é argumento.
Não subscrevo que o comentário seja ordinário, mas é despropositado, a meu ver.
Poderá sempre dizer o que quiser, mas nunca conseguirá - quer com a ciência quer com a tecnologia - demonstrar a não existência de Deus e consequentemente pôr em causa a fé.
Disclaimer:
Sou Cristão - embora não pratique os preceitos católicos por discordância com muitas das posições da Igreja perante o Mundo - mas tenho na relação com os outros, os seguintes comportamentos:
Respeito todos os credos; respeito quem é ateu ou agnóstico e nunca uso a minha condição de crente como "arma" de arremesso.
Tenho, ainda, que admitir que, se fosse, por exemplo, chinês seria muito provavelmente Budista, ou teria ainda outra religião qualquer, dependendo da região e da cultura onde estivesse inserido.
E, para além disso, sinto-me livre para criticar a hierarquia da Igreja Católica sempre que as suas posições não adiram com a interpretação que faço dos ensinamentos do seu fundador. E também, pela mesma razão, as posições de outras religiões.
Desde que sou adulto, nunca ninguém me convenceu que, para ter fé, necessitasse de ter um mentor que me viesse ditar o sentido dos textos que eu me sinto capaz de ler e perceber.