Ao contrário da agenda mediática norte-americana que durante 2008 vai vibrar com as eleições para a presidência, aqui no nosso pacato burgo não se prevêem acontecimentos de monta e o negócio prevê-se chocho. Com uma oposição tolhida, sem liderança ou projecto, e um “mercado” pouco atreito às “questões de fundo”, os media estarão condenados a uma agenda política estéril, a faits divers como fumos, comidas e licores.Para boas e lucrativas manchetes, além da rosada “socialite” nacional, resta explorar os cada vez mais surpreendentes e imaginativos crimes, autênticas coboiadas à moda do Oeste (que afinal é o nosso novo lugar na Europa): crimes de faca e alguidar, da noite branca, e também da negra, dos tiros para o ar ou para quem estiver no caminho. A menos que surja uma tragédia natural ou uma inadvertida gaffe socrática que estremeça a modorra nacional. O povo, esse arrastar-se-á carregado de dívidas e de impostos, de telemóvel em riste à cata duma mensagem redentora, sem perspectivas, à espera de nada. Um nada que, das desgraças possíveis, certamente será a menos má.
Errado, pá!
ReplyDeletePor aqui mandam outra vez os franceses que acabaram com o dakar. Cambada de mariconsos, que deram desta forma uma vitória aos presumíveis terroristas.
Há a moda das empresas privadas empregarem competência pública reconhecida (falo do Vara, que obteve um diploma). Será por competência? Por favores não será concerteza! Há o aumento de desemprego, há o aumento de impostos, há o mundial de windsurf (já se fala de ataques, pelo que é melhor ir avisando sobre o cancelamento). Há aumento do despesismo público. Há Cavaco, que vai dizer o que pensa sobre o aeroporto. Há pobreza, que vai aumentar em nº e em escala. Há convergência com o continente africano. Há petróleo caro. Há descrédito do estado. A justiça continua a falhar em grande, como garante da propriedade privada. A Câmara de Lisboa vai dar imenso que falar - parece que os tipos do urbanismo aprovam os seus próprios projectos. A cleptocracia vai continuar instalada...
Haja esperança, pode ser que em vez dos funcionários públicos, morram os políticos e assim a economia possa sobreviver (obrigado Eça).
Em resumo, não se passa nada!
virgilio
Então concordas comigo, pá! :-)
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