Enquanto hoje, para deleite dos apaniguados da república, Aquilino Ribeiro vai a trasladar para o Panteão Nacional - não sei sob que critério - permitam-me dar nota de que foi inaugurada no passado Sábado, aqui no meu concelho de Cascais, na rotunda D. Carlos I, Areias – Guincho, uma singela estátua desse nosso notável Chefe de Estado, penúltimo rei constitucional de Portugal, herói e mártir, a quem o país e a história tardam em fazer justiça. Na cerimónia de inauguração marcaram presença António Capucho, Presidente da Câmara Municipal e D. Duarte de Bragança.P.S.I: Infeliz o povo acrítico que ignora a sua história, despreza os seus heróis e mitifica a mediocridade.
P.S. II: Apaniguado: adj. e s. m., protegido; favorecido; favorito.
Os senhores continuam a apoucar a figura de Aquilino Ribeiro, associando-o a um regicídio que, segundo o historiador Fernando Rosas, nem sequer se pode afirmar que tenha tido o seu envolvimento. Esquecem, depois, o percurso de lutador pela Liberdade que marcou toda a sua vida e o excelente prosador que é (ah, os imortais!).
ReplyDeleteTalvez pensem, "excelente prosador? Pois, isso também eu!", porque, no fundo, continuam a querer é os grandes homens à vossa dimensão.
Pois, Aquilino, que ao que me parece não desdenharia um lugar no Panteão, é um nome maior da nossa literatura que merece esta distinção. Como escritor, não como carbonário, regicída, ou lá o que mais tenha sido.
Se me permite a piada fácil, e de muito mau gosto, disse com a presença de D. Duarte Nuno? Ah... se o Aquilino fosse vivo!
Quanto à conclusão que faz sobre o povo, que só posso entender aqui no sentido de nação, peço-lhe só que não nos confunda... Afinal, nós "o povo" também gostávamos de ter estudos!
"Infeliz o povo acrítico que ignora a sua história, despreza os seus heróis e mitifica a mediocridade."
ReplyDeleteCaro "MdA", concordo consigo mas espero que não se esteja a referir a Aribeiro no respeitante à mitificação de mediocridade!
Já agora, notável porquê? Herói porquê? Mártir porquê? Só se o for para os monárquicos, que por outras razões apenas tenho pena que tenha sido assassinado, tal como teria para com quase qualquer outro ser humano...
ReplyDeletePois é, realmente o que Luis Eme escreveu tem uma certa razão de ser, naquela parte em que ninguém lhe pediu para ser trasladado...
ReplyDeleteLi todos os livros dele e gostei muito. Mas o cú nada tem a ver com as calças!
Agora que foi dos conspiradores da seita que assasinou D.Carlos, isso ninguém o pode negar!
Até parece que simplesmente inexistem APANIGUADOS DA MONARQUIA.
ReplyDeleteBem D.Carlos herói de Portugal!? Essa é mesmo para rir, o que homem gostava era de umas boas caçadas e de boa vida, aliás como a maior parte dos monarcas que salvo os poucos que fizeram alguma coisa por este país os outros não fizeram nada.
ReplyDeleteD.Afonso Henriques, D.Afonso III, D.Diniz, D.Pedro I, o Infante D.Henrique estes merecem-me respeito os outros tal como a classe aristocrática foram sempre uns bons parasitas.
O Aquilino se tem responsabilidades ou não no regicídio não sei, mas se teve só prova que era um homem atento á realidade, até porque o D.Carlos que eu saiba não foi eleito democraticamente.Só tenho pena é de ninguém ter feito o que ele supostamente fez mas ao Prof.Oliveira Salazar.
Carlos "primeiro" ou "último", ó Távora ?
ReplyDeleteAcho que o ideal teria sido que você tivesse explicado melhor quais as qualidades de D. Carlos como chefe de estado, de que maneira ele fez avançar e modernizar o país, etc.
ReplyDeleteEm minha opinião até as, muito divulgadas, qualidades dele como pioneiro da investigação em Biologia Marinha em Portugal deixam muito a desejar.
"D.Carlos que eu saiba não foi eleito democraticamente" O Peter não elege quem o governa; O Peter é governado pelos grandes grupos económicos e financeiros. O Sr quando «elege», «elege» os seus fantasmas e a sua fantasia ideológica.
ReplyDeleteAlém disso, que já é enorme, no topo do Estado não se «governa». Quem governa é o governo. No topo do Estado, em Monarquia, está o símbolo da Nação que não se esgota em nenhum eleitorado. A Monarquia representa um tempo tríbulo ; o passado, o presente e o futuro. A dialéctica democrática da res-pública, a democracia, situa-se, em Monarquia, noutro patamar institucional que dá pelo nome da governança. É essa a grande diferença. Na República, está no topo do Estado um eleito que, na melhor das hipóteses representa metade do eleitorado e que, por um passe de mágica, se volve no «Presidente de todos os Portugueses». A Inglaterra é porventura - e desde a Magna Carta - a democracia mais antiga do Mundo e sempre foi uma Monarquia. Em Monarquia existem mecanismos constitucionais muito claros que exorcizam a putativa incapacidade do representante da Instituição Real, como aconteceu (raras vezes, diga-se em abono da verdade) no Reino de Portugal.
Caro anónimo que Portugal é governado pelos grandes grupos económicos e financeiros tb eu sei.
ReplyDeleteMas a Inglaterra que é uma monarquia constitucional como o sr. diz tb o é, portanto porque carga de água é que eu havia de aceitar a monarquia em vez do sistema republicano. Porque é que determinada família há-de representar o meu país e viver á conta dele que é o que acontece na Inglaterra? Ao menos no meu país o seu mais alto magistrado é eleito quer eu goste dele ou não.E caro amigo não se iluda com a questão da Magna carta porque os monarcas só a aceitaram para evitar a sua própria extinção.
E para sua informação eu não voto em fantasmas nem em fantasias voto em pessoas.Por acaso ontem á noite 19/09/07 no programa Clube de Imprensa na TV2 a politóloga Marina Costa Lobo até disse que o partido em que eu voto é o único tem uma base social no nosso país.
Ok