O PCP, adiantou Jerónimo de Sousa, «tem uma concepção diferente de terrorismo», que não a dos Estados Unidos e da União Europeia (*). Nada de novo, já que é sabido como o PCP tem uma noção diferente de Liberdade e de Democracia, que não a do senso comum. E quanto ao incontornável caso da comitiva FARC, não será antes um imperativo moral NÃO IR à festa do Avante? Bastará a foto de Ingrid Betancourt ao peito para aliviar a consciência? Ou não deveriam antes as instâncias próprias questionar com seriedade a legalidade constitucional dum partido de cariz totalitário como o PCP? Sunday, September 2, 2007
A raiz do equívoco
O PCP, adiantou Jerónimo de Sousa, «tem uma concepção diferente de terrorismo», que não a dos Estados Unidos e da União Europeia (*). Nada de novo, já que é sabido como o PCP tem uma noção diferente de Liberdade e de Democracia, que não a do senso comum. E quanto ao incontornável caso da comitiva FARC, não será antes um imperativo moral NÃO IR à festa do Avante? Bastará a foto de Ingrid Betancourt ao peito para aliviar a consciência? Ou não deveriam antes as instâncias próprias questionar com seriedade a legalidade constitucional dum partido de cariz totalitário como o PCP?
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O espelho de Alcácer
O ruído da espuma dos dias nos noticiários cansa-nos, avassala-nos e, não raras vezes, anestesia-nos a alma. Por isso, a nossa primeira reaç...
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-Cada um convida quem quer para sua casa, eu quando dou uma festa convido amigos que presumo serem pessoas de bem, o PCP que em tempos desconvidou Gorbatchev, convida as FARC, e certamente uns amigos das democráticas Coreia do Norte e Cuba, em cuja companhia se sentirão aconchegados. Outra questão é o governo permitir a entrada de terroristas em território nacional.
ReplyDeleteVerdade se diga que esta outra liberdade e esta outra democracia também não entusiasmam nada do que na pratica as pudessem valer ...
ReplyDelete(e vivó Sporting)
ReplyDeleteO PIC define ainda o apoio de 1,5 milhões de euros a um "cluster", em região a definir, um programa que pretende "potenciar o desenvolvimento sustentado, através de uma intervenção integrada e descentralizada que crie sinergias entre vários agentes e áreas de intervenção", segundo informação da Cooperação Portuguesa em Díli.
ReplyDeleteFoi um golo muito festejado, cara Cristina! Vivó Sporting!
ReplyDeleteOUTRA VEZ O AZAR DOS TÁVORAS
ReplyDeleteUm Távora qualquer que ainda não tinha nascido, andava de bibe ou era adolescente no tempo em que os comunistas se sacrificavam para ele hoje ter a liberdade de que goza, vem levantar a espantosa questão de se «não deveriam antes as instâncias próprias questionar com seriedade a legalidade constitucional dum partido de cariz totalitário como o PCP?».
Caro Távora: tome um alka-seltzer e veja se percebe que quem resistiu a 48 anos de fascismo melhor ainda resistirá, em democracia, ao maior exército de Távoras que imaginar se possa.
Cara Julieta: Tenho idade suficiente para saber a quem se deve a via moderada adoptada em Portugal post 25 de Abril. Devemo-la justamente aos adversários do PCP. E à população portuguesa que com sabedoria em 1975 recusou a via revolucionária, tanto nas urnas como na rua. E na rua, eu também estive, pelo que paguei e mereço a liberdade com que vivo. Cumprimentos,
ReplyDeleteAssassinatos e terror
ReplyDeleteTribunal na Colômbia examina o papel das companhias petrolíferas
por Deirdre Griswold [*]
O mais notável na situação política colombiana não apenas o alto nível de violência patrocinada pelo governo contra as organizações populares e os seus líderes e sim o alto nível de valor e resistência que emana de um povo que se recusa a ser abatido ou intimidade, ainda que os assassinos mascarados cheguem pela calada da noite.
Este valor e esta resistência forma expostos em Bogotá nos dias 3 e 4 de Agosto, quando uma sessão especial do Tribunal Permanente dos Povos ouviu testemunhos acerca do papel desempenhado pelas companhias petrolíferas europeias e estado-unidenses nas campanhas de terror contra os activistas sociais na Colômbia.
Umas 800 pessoas, de Bogotá e de muitas áreas rurais, congregaram-se num auditório cedido pelo Sindicato dos Professores, onde se ouviram dolorosos testemunhos de parentes e amigos de activistas jovens e velhos que foram assassinados por falar sobre as condições nas suas comunidades.
Alguns das testemunhas tentaram conter seu pranto enquanto relatavam como homens armados entravam à noite em busca dos seus maridos, filhos e irmãos, cujos corpos sem vida eram encontrados a seguir, muito frequentemente mostrando horríveis sinais de tortura.
Por diversas vezes as testemunhas descreveram como o exército colombiano e a polícia local davam rédea solta aos "paras", alguns dos quais trabalham como guardas de segurança para as grandes companhias petrolíferas – a Occidental, a British Petroleum e a Repsol. E assinalaram directamente o governo do presidente Álvaro Uribe Vélez, que actualmente está a tentar desviar a ira popular pela reorganização do comando militar, muitos de cujos membros estiveram directamente implicados nos crimes juntamente com os paramilitares e os narcotraficantes.
Três auto-carros cheios de habitantes de Arauca compareceram ao tribunal. Arauca é uma região a nordeste, muito risca em petróleo, fronteiriça à Venezuela, onde a violência foi particularmente feroz.
A cara de Alirio Martínez, um camponês de Arauca que foi assassinado há três anos, sorria para o público de um gigantesco cartaz colocado sobre o estrado. Por trás dele viam-se outros camponeses segurando cartazes que diziam: "Arauca Vive", e "Continuamos a construir caminhos de liberdade".
Num momento no programa, um grupo de meninas e meninos de Arauca, que estiveram pacientemente à espera durante todo o dia, teve a oportunidade de dançar com precisão e graça exuberante frente ao cartaz.
A energia destes jovens mostrou que a campanha de terror contra a população local não conseguiu quebrar o seu espírito. Mesmo aquelas testemunhas que choraram quando fizeram os seus depoimentos acabavam bradando palavras-de-ordem de luta e optimismo.
O assassinato de Alirio Martínez
A execução de Alirio Martínez por soldados do governo na manhã de 5 de Agosto de 2004 foi só mais um dos horríveis crimes trazidos perante o tribunal, mas ilustra a base real do conflito sangrento na Colômbia, o qual perdura já por várias décadas.
Segundo a evidência apresentada ao tribunal, Martínez, presidente da Asociación de Usuarios Campesinos de Arauca (ADUC), havia passado a noite na casa de um amigo no caminho de Caño Seco, no povoado de Saravena, a seguir a uma reunião com líderes de grupos civis que avaliavam a situação regional quanto aos direitos humanos e sociais.
Também estiveram presentes à reunião o presidente da Asociación Nacional de Trabajadores de Hospitales y Clínicas (ANTHOC), Jorge Prieto Chapucero; Leonel Goyeneche Goyeneche e María Raquel Castro, ambos membros da Asociación de Maestros de Arauca e da Central Unida de Trabajadores (CUT); e Samuel Morales Flórez, presidente da CUT em Arauca.
Cerca das cinco da manhã, tropas pertencentes ao grupo Revéis Pizarro, assinalados na Brigada 18 do Exército Nacional, entraram na casa ou teve lugar a reunião, cerca
Bem caro anónimo parabéns pelo seu comentário, existe um género de pseudo-democratas que falam muito mas objectivamente não sabem nada. (mentira eles sabem e fingem é que não sabem nada, ignoram porque não lhes convém).
ReplyDeleteÁs vezes fazem-me me lembrar uma personagem célebre do Herman o Díácono Remédios.