A maior "revolução" operada na sociedade contemporânea, subtil e orgânica, é aquela que aconteceu à relação entre o pai e os seus filhos. Mais até do que as conquistas femininas, de lugares nos estádios ou em promissoras carreiras.
Apercebo-me hoje que o meu pai ainda esboçou uns tímidos esforços, desajeitadas tentativas de intimidade, inspiradas nos inevitáveis sinais de mudança. Mas a rigidez dos "papéis" estava-lhe demasiado impregnada. Assim como aquela solidão.
A maior "revolução" dos tempos modernos é a revelação da plena paternidade. Hoje, conhecemo-nos cedo, com a ajuda da pele e de uma orgânica cumplicidade. Com muitas canções, lenga-lengas, banhos de banheira, de mar e de mundo. Depois de tudo isto, que venha a vida toda, com os seus anunciados terrores e tempestades. Seremos mais fortes, por certo, o que já não é pouco.
Apercebo-me hoje que o meu pai ainda esboçou uns tímidos esforços, desajeitadas tentativas de intimidade, inspiradas nos inevitáveis sinais de mudança. Mas a rigidez dos "papéis" estava-lhe demasiado impregnada. Assim como aquela solidão.
A maior "revolução" dos tempos modernos é a revelação da plena paternidade. Hoje, conhecemo-nos cedo, com a ajuda da pele e de uma orgânica cumplicidade. Com muitas canções, lenga-lengas, banhos de banheira, de mar e de mundo. Depois de tudo isto, que venha a vida toda, com os seus anunciados terrores e tempestades. Seremos mais fortes, por certo, o que já não é pouco.
Bonito e verdadeiro.
ReplyDeleteLi algures que todo o bom pai é um pouco mãe.
Será cultural e até talvez redutor para um pai, mas não deixa de ser um pensamento simpático.
Tem toda a razão. No espaço de uma geração é impressionante tudo o que mudou, tudo o que se aproximou.
ReplyDeleteE é maravilhoso.
Não sei bem o que é a "revelação da plena paternidade".
ReplyDeleteDe qualquer modo, é bom que se fortaleça agora. Porque daqui a uns anitos, essa força (e essa revelação)vai dar muito jeito.
Isso passa.
ReplyDeleteDepois vai chegar o tempo em que vai atrasar o voltar a casa.
O trabalho, as reuniões...
Nada como voltar a casa com as crianças já com o banho tomado, pijama vestido e barriga cheia.
Mas sempre se brinca um pouco antes da prole ir para a cama.
É a qualidade em vez da quantidade, dizem os pedopsiquiatras e psicólogos.
Blábláblá.
E eu que o diga aqui no Brasil, com tantas aventuras, amizades, família, e a minha filhinha de 1 ano vivendo tudo tão intensamente, sempre unidos e próximos.
ReplyDeleteAbraço