Friday, August 17, 2007

O leitor corta fitas

Convém dar uma olhada ao debate originado por este inocente (?) texto da nossa Teresa Ribeiro. Tantos comentários a fazer concorrência ao mais fracturante e provocador post do João Villalobos. É o Corta-fitas como espaço de debate de ideias.

6 comments:

  1. Obrigada, João. De facto, é um prazer estar num blogue como este, que mesmo em Agosto e enquanto outros estão de férias continua a ser um fórum de ideias e de debate.

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  2. "fracturante"??!!

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  3. Apesar da ingenuidade de alguns comentários, a verdade é que há sempre alguém que percebe umas coisas do assunto e coloca o problema numa perspectiva diferente.
    A história dos 14% de aumento pretendido pelos sindicatos há longo tempo atrás não pode, logicamente, ser debatida nos termos da realidade actual.
    Daí a quantidadede comentários. É sinal que há gente que ainda consegue pensar.O que é bom.

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  4. Já é pena que exista quem não tenha aprendido a ler - embora pense muito bem e não se deixe cegar por convicções ideológicas em vez de se fixar nos números e na história. Claro que com a inflação actual, 14% de aumento podem fazem pouco sentido. À época será que faziam? Já agora, alguns professores de Economia (gente que imagino percebe alguma coisa do assunto)citam alguns estudos curiosos, ligando a época em apreço (quando os brutos dos trabalhadores ainda não tinham sido substituídos pelos actuais colaboradores competitivos) à actual: Vem nos ladrões de bicicletas que: «(1) o salário mínimo em Portugal perdeu 8,2% do seu poder de compra entre 1975 e 2005 (cálculos de Eugénio Rosa), sendo em 2006 inferior a 50% do salário médio (60% em 1990); (2) de acordo com Fernando Marques (num excelente artigo sobre esta questão publicado no número de Abril do Mdiplo), um quarto dos trabalhadores vive com um salário muito próximo do salário mínimo»

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  5. E já agora, pq no outro debate (PREC: 14%) me interpelavam acerca do investimento público, gostava que os preclaros economistas que por aqui pululam me explicassem o papel dos bancos centrais no caso desta pequena mini-crise bolsista. Afinal, mal a coisa começou a cair trataram logo de injectar liquidez nos mercados financeiros (ia a dizer especuladores), já quando a coisa mete produção mantêm toda a sua autonomia.

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  6. Caro Virgílio, Tentarei ler o que me recomenda, mas as bicicletas não são de uns quaisquer. Se não todos, boa parte são investigadores e professores universitários de Economia.

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