Como o João Gonçalves, até compreendo que se podia recuperar o dia 24 de Julho para o calendário de festas do regime, como sugere Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro. A malta gosta de festas e feriados, e para estímulo nacional há que alimentar alguns mitos. Mas aqui entre nós, que ninguém nos oiça, o que festejamos no 5 de Outubro? Além da ditadura “democrática” que pôs o país num caos e da “bandeira de pretos”, como dizia o republicano Guerra Junqueiro, que razão temos para fazer festa? O voto das mulheres? Eleições livres? Liberalismo económico? Liberdade de imprensa? Liberdade de culto? Mais ensino? Paz social? Tolerância nos costumes?Sobre o assunto, desafio Medeiros Ferreira, por quem nutro uma simpatia "empírica", a dar-nos uma resposta intelectualmente honesta e historicamente fundamentada.
Voto das mulheres???
ReplyDeleteSe se está a referir à Mulher que votou em 1911 só para ser fotografada.
Vou ali e já volto.
Eleições livres?
200 000 que decidiam por 5 000 000.
Vou ali e já volto.
Liberdade de culto?
Igrejas fechadas e padres presos e deportados.
Vou ali a já volto.
Liberdade de imprensa?
No papel sim, na rua era a liberdade da formiga branca.
Meu Caro João,
ReplyDeletea ironia dessas temáticas serem impossíveis de festejar, conectadas com a data, é contrabalançada, na óptica dos presumíveis comemoradores, por algo em que impotentemente exercitam - o jacobinismo centralista.
Abraço
Caro João,
ReplyDeleteO cinco de outubro serve para não trabalhar... Os republicanos podem festejar duas vezes: 1) pela fundação da nacionalidade, 2) pela implantação da república. Os monárquicos só podem festejar uma vez.
Eu nesse dia vou trabalhar como costumo fazer nos feriados que não compreendo!
Só por causa disso vou passar a trabalhar no Dia de Natal!
ReplyDeleteCaro Zé Ninguém,
ReplyDeleteÉ uma questão de coerência. Se não compreende um feriado para que é que o comemora?
Se não compreende o Natal acho que faz muito bem não o gozar como feriado.
Não me diga que vai para a frente do Hotel Altis bater palmas?
24 de Julho? Não seria mais pertinente, por razões semelhantes, comemorar o 24 de Agosto?
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