Friday, May 18, 2007

Casar não é obrigatório!

"Ondas de paixão" Pedro Picoito no Cachimbo de Magritte:
O efeito mais perverso do "divórcio na hora" é a sentimentalização do casamento. Ao trocar a figura jurídica do divórcio litigioso, sempre traumático, pela piedosa ficção do divórcio por "fim do amor", cláusula puramente subjectiva, a lei torna-se arbitrária e parcial - a favor do lado que quer o divórcio. Não há nenhum outro caso em que a oscilação afectiva sirva de fundamento à denúncia de um contrato. Mas, se houvesse, alguém devia explicar aos incorrigíveis românticos da nossa esquerda que o contrato de casamento nada tem a ver com o amor. Pelo menos, tal como o imaginam no Bloco: suspiros, palpitações, passarinhos a cantar e aquele fogo mais forte do que todos os conselhos da nossa mãezinha nas pontas dos dedos e de outras extremidades suspeitas. (...) A não perder na integra aqui.

5 comments:

  1. Continua-se a confundir paixão com amor. Ninguém devia casar apaixonado. Isso é certo.
    Mas sem amor não adianta manter um casamento.

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  2. Nunca mais é sexta!

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  3. O ponto está em que no caso de casamentos de gays, por exemplo, há, e à brava, suspiros, palpitações, passarinhos a cantar e aquele fogo mais forte do que todos os conselhos da nossa mãezinha nas pontas dos dedos e de outras extremidades e orifícios suspeitos.

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  4. O que eu queria mesmo era uma miuda fresquinha,com este calor,vai lá,vai!

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  5. Cachimbo de Margueritte? Agora a Margueritte fuma cachimbo?

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