Durante mais de uma hora o país politico esteve suspenso em frente ao televisor, a ouvir as históricas justificações do Sr. Pinto de Sousa sobre as suas habilitações académicas. Não desfazendo dos entrevistadores (a jornalista Maria Flor Pedroso exibiu-se em belíssima forma, pela coragem e autoconfiança demonstradas), a determinada altura toda aquela conversa pareceu-me patética, confrangedora. No meio daquelas justificações subjectivas e da bateria de papéis apresentados pelo Sr. Pinto de Sousa, além do ridículo do tema ficou-me uma incómoda impressão da má qualidade e do "chico-espertismo" que impera no negócio de algum ensino superior privado em Portugal - àquela peregrina ideia de se permitir ao aluno a inscrição sem o certificado de habilitações, estará subjacente a facilitação da entrada das receitas da inscrição e propinas, seja qual for a legitimidade da frequência? Este é quanto a mim o assunto chave a ser seriamente investigado por uma comissão independente, o que esclareceria definitivamente a qualidade dos canudos que por aí se multiplicam.
No final das contas ficou tudo na mesma, o assunto não tem assunto, o "nosso" Sócrates também não. Portugal, esse é que continua adiado, quando o país precisava de um herói, de um grande estadista.
Mas a dura realidade é bem diferente: as verdadeiras reformas continuarão em suspenso, o deficit das contas publicas por controlar. Enquanto isso, os otários disfarçam o escândalo e pagam uma das mais altas e brutais cargas de impostos da Europa. Essa é que é essa!
No final das contas ficou tudo na mesma, o assunto não tem assunto, o "nosso" Sócrates também não. Portugal, esse é que continua adiado, quando o país precisava de um herói, de um grande estadista.
Mas a dura realidade é bem diferente: as verdadeiras reformas continuarão em suspenso, o deficit das contas publicas por controlar. Enquanto isso, os otários disfarçam o escândalo e pagam uma das mais altas e brutais cargas de impostos da Europa. Essa é que é essa!
É grave que um estudante não possa continuar a sua carreira por os professores do ensino superior público não entregarem atempadamente as notas dos seus alunos, como aconteceu aqui no caso do ISEL. João Távora, alguma vez tentou fazer um professor e até em escolas públicas cumprirem um prazo de entrega de notas? Andar atrás dele para o convencer a passar pela secretaria, e ele estar em reunião, em viagem, de férias e etc.?
ReplyDeleteCompreende-se que este blog hoje tardava na actualização... então lá escalaram o Sr. Távora para compôr a coisa.
ReplyDeleteAh, o que eu gostava de ver o nosso Dom Duarte Pio a dar uma entrevista como aquela!
ReplyDeleteOuvi dizer que isso de termos uma das "mais altas cargas de impostos" da Europa não passa afinal de um boato.
ReplyDeleteMas, se calhar, ando enganado.
Também podiam investigar a 'licenciatura' do D, Duarte...axo que não encontravam nada!!
ReplyDeleteaXEI A ENTREVISTA VERGONHOSOA...as perguntas eram todas uma M$%#a sem sentido nenhum, a bater numa tecla sem qualquer interesse. Mesmo que ele tenha sido favorecido num papel ou dois...e qual é o mal? Quem é que nunca pediu favores??Isso n prova que ele tenha favorecido quem antes o fez a ele..
PIOR...a entrevista foi tão má que ele já se ria com as perguntas da tanga que lhe faziam. Só se esqueceram que perderam uma hora de volta deste (de)assunto e esqueceram-se do que realmente interessava...
PS...eu disse que n comentava um post seu que n falasse do benfica...mas s fosse de futebol, e não desta coisa.
os otários não só os habitantes da OTA?
ReplyDeletepedro oliveira
"O assunto não tem assunto". Não tem, não. Mas há quem insista nele. Já agora, aproveito para subscrever as palavras do sr. Ni.
ReplyDeleteSim, sim, se a entrevista tem sido feita pela D. Manuela Moura Guedes o PM ter-se-ia mesmo passado dos carretos.
ReplyDeletePara tudo!Acabei de ver agora o sr.Pinto de Sousa a contratar mais um assessor,vou já fazer queixa ao Publico aquela empresa do sr.Belmiro que perdeu a OPA da PT.
ReplyDeleteÉ claro que pode ter havido favorecimento. Mas o que é realmente hipócrita é dizerem que ambos os entrevistadores fizeram um bom trabalho. Nunca vi jornalismo de tão baixo nível...
ReplyDeleteO questão é mesmo outra. Já não se trata de contornarem os verdadeiros problemas do país mas sim de continuarem a dar ao povo uns doces para se entreterem. Mais, o povo SABE da situação do país; (e pelos vistos todos os que respondem por este blog) e mesmo assim preocupam-se mais se o primeiro-ministro faltava muito às aulas.