Monday, March 26, 2007

Portugal dos pequeninos

Não sei o que querem dizer aqueles que afirmam que o fenómeno Grandes Portugueses é “só” um programa de televisão. Estão a enganar-se a si próprios ou a mais alguém? Quem é esta gente que se entretém com qualquer escabrosos Reality Shows à semana, e ao Domingo aprova a liberalização do aborto? São os mesmos que depois votam Oliveira Salazar o “melhor português de sempre” por SMS ou na Internet?
Vivemos definitivamente num país modernaço, sem xailes ou coletes, mas com perfume caro e unhas de gel… onde se usam gravatas de marca e telemóveis da terceira geração. Mas perigosamente inculto e esquizofrénico.

7 comments:

  1. Carissimo,

    Quando pergunta, quem é esta gente, sabe certamente que a resposta é: São os Portugueses...

    Tenho (creio que temos) pena

    Abraço,

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  2. Caro João,se não bastasse,serviu para pôr os portugueses a falar da SUA história em contraponto à deseducação das novelas e afins.
    Um abraço.

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  3. A parte boa é que também há por aí preços pequeninos! :)
    Por 0,027€ por minuto no Optimus Pioneiros dá para discutir estas e muito mais coisas com os amigos.
    Fenomenal!

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  4. Que paciência...

    A realidade é COMPLEXA.

    Não há só Mercedes nem só Fiats Uno.

    Não há só gente que vai ao CCB nem só gente que vai ao Tony Carreira.

    Não há só Constanças nem só Vanessas.

    Não há só condomínios fechados nem só bairros de barracas.

    Não há só quem vá ao Mcdonalds nem só quem prefira o Slow-food.

    Não há só pessoal do futebol nem só ciclistas ou surfistas.

    E assim por diante.

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  5. O resultado no Salazar é fácil de traduzir. Nem todos os que votámos, perdão, telefonámos para o número do Salazar somos salazaristas. Claro que não, e até fico chocado quando penso no que o homem fez de mal a tanta gente. Mas o voto no Botas deveu-se apenas, queiram ou não, a patentear bem alto o nosso protesto contra a corrupção que nos rodeia em todo o lado, no governo, nas autarquiaas, nas policias, nos tribunais, na Direcção-Geral de Viação, nos concursos públicos; contra as mentiras deste primeiro-ministro que não é engenheiro mas tem engenharia na moleirinha; contra o fecho das maternidades, dos SAP, das escolas; contra a prepotência governamental junto dos seus funcionários; contra o aumento dos impostos, da gasolina e do peixe e carne sem que os salários aumentem; contra esta democracia que nos oferece trabalho precário, emprego (quando há) a recibos verdes; contra as medidas injustas como aquela que não tem um subsidio de desemprego ao emigrante que regressou ao país com as calças e a camisa. Não duvidem de que se tratou de um voto de protesto contra tudo aquilo de que ESTAMOS FARTOS.

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  6. Eu sei que dói ao autor do post mas tenho de lembrá-lo que votaram Sim no referendo ao aborto, 2.238.053 cidadãos e cidadãs. Faz a sua diferença, não é?

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  7. "votaram Sim no referendo ao aborto, 2.238.053 cidadãos e cidadãs"

    Muito bem visto, Margarida!

    Sr. JT, é o q dá misturar alhos com bugalhos...

    stone

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