A máquina da propaganda do governo, com a cumplicidade dos seus agentes arregimentados, abalançada pela grossa vitória situacionista do sim ao aborto, empenhou-se nas últimas semanas num fabuloso esforço de comunicação dedicado ao nosso grande timoneiro, o Sr. Pinto de Sousa. Ontem foi a vez de o Sol incidir os seus raios nesta cinzenta e vulgar personagem que as circunstâncias do acaso liberal conduziram ao poder. Antes fora o Expresso a biografar este nosso extremoso líder, e hoje ele mesmo é protagonista nas páginas do Diário de Notícias. Há dias uma fotografia do jovem e singelo José, de "téni" azul celeste, tirada nos anos 80 em Paris foi primeira página do jornal Metro. Uma ternura...Mas eu atrevo-me a adivinhar esta ocasião como um marco, o “ponto de viragem”. Agora, depois de esforçadamente ele ter atingido o cume da escala mediática, famoso entre as mais famosas nulidades aqui do quintal, suspeito que apenas lhe resta um lento e ruidoso percurso inverso. Promovida a idealização da figura perante um povo crédulo, sedento de novas perspectivas; meticulosamente construído um monstruoso ídolo com pés de barro, aguardam-se naturalmente as progressivas e dolorosas reacções de desilusão. Que serão impiedosamente cobradas com o mais alto juro. Porque a realidade tem mais força do que a efabulação.
Ao contrário do "Sol" (e os outros) não me interessa o que o soi-disant eng. fez ou deixou de fazer "entre a infância e o poder".
ReplyDeletePreocupa-me é o que ele está a fazer "no poder", ante a complacência parola do País - que há-de acordar tarde, como é costume.
A Oposição muito tem contribuído para o "prolongamento"desse estado de graça,muito para além do tempo regulamentar...
ReplyDeletePor vezes,dá ideia que só falta atapetar-lhe o caminho,tão grande tem sido a sua inoperância.
Carissimo,
ReplyDeleteAmen to that!
Bom resto de fds,
Caro João Távora, gostei deste post.
ReplyDeleteQuando as loas soam tão despropositadas e sonoras, parece de facto legítimo desconfiar. Os deuses não gostam de excessos, lá diziam os Gregos Antigos!...
A sua hipótese parece razoável: será então este o akmê de sua excelência! ;)
Post do ano, João.
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