
Sempre que necessito deslocar-me dentro de Lisboa, o meu transporte favorito, se por lá passar, é sem dúvida o Metro. Mas quando tal não é possível, o Táxi é uma solução bem eficiente, em certos casos até económica, se considerarmos os preços do estacionamento. Se com alguma sorte o motorista não for excessivamente intrusivo, esta alternativa torna-se até quase perfeita. Mais, quando algures na cidade procuro um Táxi, e se puder escolher, garanto-vos que escolho um Táxi "verde e preto", que é a cor verdadeira dos táxis.
Assim como quando eu era pequeno considerava que o português era "a" língua “verdadeira” e aquelas incompreensíveis verborreias dos filmes de TV umas exóticas e deficientes tentativas de comunicação, os táxis beges são para mim uma espécie de degeneração estrangeirada dos “verdadeiros” táxis. É que, no meu tempo de criança, um Táxi era simplesmente um Mercedes 180 "verde e preto", de bancos corridos em cabedal e com uma fascinante manete de mudanças saída do volante cor de marfim. Quanto muito nessa altura cheguei a admitir a modernice dos “Datsuns”, umas revolucionárias banheiras com rodas que apareceram nos anos 70… mas sempre na condição alegre e tradicional do “verde e preto”.
Depois, nos anos 90, umas luminárias cá do burgo (nunca entendi bem a verdadeira história) decidiram que se pintassem todos os táxis de "cor-de-burro-quando-foge”. Hoje, é com uma confortável satisfação que vejo crescer o número de táxis “verdadeiros” na minha cidade. Coisas minhas, coisas cá deste intrépido e incurável conservador.
Assim como quando eu era pequeno considerava que o português era "a" língua “verdadeira” e aquelas incompreensíveis verborreias dos filmes de TV umas exóticas e deficientes tentativas de comunicação, os táxis beges são para mim uma espécie de degeneração estrangeirada dos “verdadeiros” táxis. É que, no meu tempo de criança, um Táxi era simplesmente um Mercedes 180 "verde e preto", de bancos corridos em cabedal e com uma fascinante manete de mudanças saída do volante cor de marfim. Quanto muito nessa altura cheguei a admitir a modernice dos “Datsuns”, umas revolucionárias banheiras com rodas que apareceram nos anos 70… mas sempre na condição alegre e tradicional do “verde e preto”.
Depois, nos anos 90, umas luminárias cá do burgo (nunca entendi bem a verdadeira história) decidiram que se pintassem todos os táxis de "cor-de-burro-quando-foge”. Hoje, é com uma confortável satisfação que vejo crescer o número de táxis “verdadeiros” na minha cidade. Coisas minhas, coisas cá deste intrépido e incurável conservador.
Quando saio a passear com a minha criada, que trato como família, também só admito táxis pretos e verdes.
ReplyDeletePois, não é preciso ser conservador para concordar.
ReplyDeleteAliás, um verdadeiro progressista não apoia mudanças que não geram progresso, o que é claramente o caso.
Ainda assim não me admirava que a pintura uniforme fosse mais barata que a tradicional... Argumentos economicistas, pois claro.
Eu recuso-me a andar de metro porque não é verde e preto.
ReplyDeleteE eu só viajo em táxis que tenham o busto de Salazar.
ReplyDeleteDou graças a Deus por não me preocupar com ninharias deste género e por ter a capacidade de perceber que os carros bejes são muito mais frescos no tempo quente.
ReplyDeleteCarissimo,
ReplyDeleteNão foram umas luminarias cá do burgo, foi uma tentativa de uniformizacao europeia - outro exemplo serão as pinturas das ambulancias e dos carros patrulhas da PSP - Felizmente o tradicional voltou a sobrepor-se a isso...
Abracos,
Eu só uso aqueles telefones antigos que têm um disco e uns buraquinhos onde se mete o dedo.
ReplyDeleteOs outros, nem morto.
A grande vantagem dos táxis verde-preto era serem bem visíveis ao longe!... Sim, porque ninguém mais usava essa combinação de cores!
ReplyDeleteCom os bege, a coisa já é mais CONFUNDÍVEL!... :)
Por isso não me é difícil perceber as saudades expressas no post!....