Ainda uma nota mais sobre o dia de Natal que se aproxima: lamento profundamente que a mensagem subjacente ao nascimento do nosso Senhor, do Rei dos reis, Deus feito homem, tão equivocamente tenha vingado em dois mil anos de catequização. Que o Salvador afinal nasce gloriosamente pobre e indefeso numa manjedoura, numa nação ocupada e reprimida... Que a mais fantástica e bela história do mundo indica-nos inequivocamente um caminho de libertação e de felicidade, justamente na entrega, e não na conquista. No dar e não no receber. E que a redenção se conquista em tudo ao contrário do que ensurdecedoramente nos “vendem” por todo os recantos desta civilização decadente. E que é ao libertarmo-nos do nosso sôfrego e deprimente umbigo que podemos alguma vez realizarmo-nos como homens livres. E que o nosso coração frio e egoísta é a imagem das albergarias de Belém quando se fecharam a Maria e José em vésperas do Grande Acontecimento. E que se vivermos o Natal de Jesus, nem que seja por um dia, seremos indubitavelmente melhores pessoas e mais felizes.Assim Deus me ajude a viver este Natal.
Usando a distinção entre os dois materialismos, o do pilim e o científico, não deixa de ser curioso que seja o primeiro que corroi o Natal, bem mais que o segundo.
ReplyDeleteA toda a equipe do CORTA-FITAS os meus desejos de Felix Natal e um grande ANO NOVO de 2007.
ReplyDeleteObrigado, Ergela. Feliz Natal e um óptimo Ano Novo para si também.
ReplyDeleteGrande texto, João. Abraço.
Bom Natal para si Ergela. Caro L Rodrigues: o homem é livre, faz o seu caminho. Obrigado pela sua benevolência Pedro.
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