Finalmente, sobre a palestra de Bento XVI na universidade de Ratisbona, ainda esfrego os olhos de espanto pela forma como a defesa dos princípios da liberdade de expressão e pensamento foram tão impunemente relativizado por tantos e mediáticos prosadores da moda, com tantas inopinadas opiniões, mais ou menos subliminares.O anti-clericalismo primário (com grande tradição doméstica) não justifica tudo.
E eu reitero que é sempre oportuno do Ocidente afirmar: "Defender a fé com a violência é irracional". Vindo de quem venha!
Não tenho prestado muita atenção a este assunto, mas a polémica não estará no facto de que para ilustrar essa ideia o Papa foi buscar um exemplo com 600 anos, sendo que andando para trás o mesmo tempo tinhamos precisamente na Igreja Católica alguns do exemplos mais dramáticos do contrário?
ReplyDeleteNão era questão que estivesse a ser equacionada, caro I. Rodrigues.
ReplyDeleteEstou certo que Bento XVI conhece a história e os erros da Igreja e da Cristandade. Aliás em 2000 anos em menor número que as suas virtualidades civilizacionais. A questão em equação era outra, e refere-se a interpretações contemporâneas; cujas consequências mordem os nossos calcanhares.
Cumprimentos,
Pois é com essas "interpretações contemporâneas" que o Papa deve ter cuidado. Não está em causa o interesse do tema que ele escolheu para abordar mas a forma, desastrosa como o fez. Em nome da liberdade de expressão não podemos poupar ao Papa estas críticas. Ele deve ter, mais que ninguém, especial cuidado com o que diz em público. Isso faz parte das suas funções. Falhar neste domínio é, no mínimo, preocupante e revela incompetência para a função.
ReplyDelete