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"Mostra-me aquilo que Maomé trouxe de novo e encontrarás somente coisas malvadas e desumanas como o seu propósito de expandir pelo meio da espada a fé que professava". Com esta citação, Bento XVI faz suas as conclusões do imperador Bizantino, ou seja, a difusão da fé mediante a violência é algo irracional. Disse o Papa: " Não actuar segundo a razão é contrário à natureza de Deus e da alma".
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Se não podemos citar palavras de há 600 anos com o medo de ofender os muçulmanos, o que é que podemos fazer? Resignamo-nos a perder a nossa liberdade e condenamo-nos ao obscurantismo? Só resta dizer que o imperador Bizantino Manuel Segundo está carregado de razão e que os seus diálogos permanecem actuais.
A Coragem do Papa - Crónica de Judite de Sousa ontem, 16 de Setembro, no JN
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O espelho de Alcácer
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Caro João
ReplyDeleteRespondo aqui porque só agora li as tuas respostas.
Respondo apenas para te explicar o meu post. Recorri a Urbano II porque acho que a igreja não pode andar a apontar o dedo a nenhuma outra entidade em matéria de violência.
Acho chocante a falta de humildade.
Acho que outras entidades podem apontar o dedo aos fanáticos muçulmanos E AO CORÃO, que, concordo, TEM PASSAGENS BELICISTAS.
ReplyDeleteMAS a IGREJA NÃO PODE. PORQUE COMETEU JÁ O MESMO ERRO. PERDEU AUTORIDADE MORAL
Caro Nuno: Antes de mais desculpe-me a confusão que fiz com a autoria do seu post.
ReplyDeleteDe resto a autoridade ou não de nos afirmarmos por “o que quer que seja” não pode ser atribuída a forma como o Nuno pretende. Se o meu pai foi um facínora, eu perco a autoridade em quê? Calculo que como jornalista que é conhece um pouco de história, e deve saber bem os “erros” que a humanidade sempre vai cometendo neste violento e interminável processo civilizacional. E a história, caro Nuno, não é “preto e branco” feita de “facínoras” e de “santos”; bem e mal.
A Igreja (que é nada mais do que quem nela actua, muito para além da hierarquia – e na qual eu me incluo) percorre um processo civilizacional, que não se desliga dos restantes actores e sectores da sociedade. E eu defendo uma constante autocrítica da mesma, de forma a que nunca se perca o norte, na sua incomensurável tarefa de colocar Jesus no centro dos homens.
Finalmente, caro Nuno é preciso ser muito sectário para não reconhecer a origem Cristã, dos sagrados valores e direitos humanistas na nossa civilização.
Com amizade,
Caro João
ReplyDeleteComeçando pelo fim: é claro que a civilização que o Ocidente representa não seria o que é sem a Igreja.
Não sou sectário a ponto de não o reconhecer.
Mas isso torna o passado de que falei ainda mais inaceitável. Uma entidade responsável por alguns dos "sagrados valores e direitos humanistas na nossa civilização", traiu-os da forma mais violenta, usando-os como argumneto para a morte.
Não pode, por isso, nunca mais criticar quem quer que seja porque ela mesma caiu nessa tentação.
Um abraço
Caro Nuno:
ReplyDeleteV. é terrível! Veja bem, que assim sem um julgamento justo, nem nada, "nunca mais" é demasiado tempo.