Quanto à posta aqui em baixo do Duarte Calvão, eu concordo e faço o mesmo: tento não ligar patavina a algumas letras de cantores que fazem intervenção de esquerda, mas que no entanto aprecio. E acreditem que às vezes não é fácil. Por exemplo, uma das canções portuguesas mais bonitas de sempre, cantada por Sérgio Godinho, O Namoro, está incluída no seu álbum De Pequenino Se Torce o Destino (1976) ... em conjunto com alguns inaudíveis trastes à moda do PREC, como o medonho sapo vivo cantado que é Um Tractor.
Para não perder tudo, quando é preciso ponho em acção o meu profundo e bem batido espírito democrático... e não ligo às bacoradas que essa malta diz.
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O espelho de Alcácer
O ruído da espuma dos dias nos noticiários cansa-nos, avassala-nos e, não raras vezes, anestesia-nos a alma. Por isso, a nossa primeira reaç...
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Não tenho grande pachorra para "socialites" ou intriguinhas “cor de rosa”. Nunca dei muita atenção às fofocas sobre o casamento d...
Já com os "cantores da direita" não se pode fazer o mesmo...
ReplyDeleteExageros revolucionários à parte, a intervenção de esquerda produziu belíssimas canções e belíssimas letras. Principalmente no período de resistência à ditadura. Por exemplo, "Os vampiros" - cuja mensagem é muito actual, se substituirmos o significado dos "esbirros" pidescos pelos ex-maoistas-estalinistas que hoje pululam pelos ministérios ou (num golpe de espada) chegam a conselheiros do presidente...
ReplyDeleteDa direita de lá de fora, só mesmo a sublime e fortíssima "Giovinezza" me comove, conotações políticas excluídas, bem entendido.
Nem de direita nem de esquerda, continuo a preferir o Hino da Carta (sem a horrível letra) à Portuguesa (com ou sem letra).