Ao passar em Alcântara, o Palácio das Necessidades pareceu-me hoje particularmente atraente, talvez devido à transparente e radiosa manhã que se fazia sentir em Lisboa. Gosto daquela casa, onde trabalhei durante um período particularmente feliz da minha vida.O convento foi mandado construir no séc. XVIII por D. João V no local onde existia uma ermida em honra de Nossa Senhora das Necessidades. Tornou-se residência da dinastia Bragança a partir de D. Maria II, ou seja, foi a residência oficial do chefe de estado até 1910.
Tendo o Rei D. Carlos desenvolvido uma intensa actividade diplomática, procederam-se no seu tempo a obras de beneficiação tendo em conta os jantares e recepções de Estado. Bombardeado no dia 4 de Outubro de 1910 a partir do rio pelos rebeldes republicanos a bordo do Adamastor, o Palácio das Necessidades foi desde então adoptado para albergar o ministério dos Negócios Estrangeiros, mantendo-se assim ainda hoje a sua vocação para as relações internacionais do estado português.
Meu caro,
ReplyDeleteEu tambem rabalhei no MNE, mas na REPER, num periodo particularmente feliz da minha vida...
O chato é que só percebemos o quão felizes estávamos quando deixámos de o ser (Felizes!....
A vida continua.. E com ela, outros Periodos Felizes!
Um Anonimo Abraço
Caro João Távora
ReplyDeleteUma bonita evocação da residência do Rei D. Carlos que evoco no célebre desabafo: ao perguntarem-lhe - onde estão os monárquicos deste Reino!, o monarca respondeu: - eu sou o único monárquico da freguesia de Alcântara!...
E era verdade.
Um abraço.
Caro João Távora
ReplyDeleteBonita evocação das Necessidades, residência do Rei D. Carlos que gosto de lembrar numa frase célebre, e que também aplico à minha pessoa: 'eu sou o único monárquico da freguesia de Alcântara'!
Um abraço.