Monday, September 11, 2006

11 de Setembro - A História não acabou!

As democracias ocidentais, herdeiras da cultura cristã, dos sagrados princípios do livre arbítrio e do respeito do homem pelo homem, sofreram há cinco anos um soberbo e hediondo ataque terrorista, perpetrado em território norte-americano, nada menos nada mais que a maior democracia do mundo. Como consequência, perto de 4.000 inocentes cidadãos perderam a vida, e o mundo nunca mais foi o mesmo.
A luta contra o terrorismo tem gerado por parte de estados ameaçados algumas políticas e actos menos ortodoxos e por ventura criticáveis. São consequências inevitáveis de qualquer luta, às quais ninguém de boa fé deverá assobiar para o lado como se nada fosse.
O que me revolta neste dia de luto, são as forças do costume, mortais parasitas assimilados pelo sistema, que descentram despudoradamente o foco da crítica e indignação, num subtil branqueamento e tolerante aceitação das causas e métodos terroristas - desde que estes sirvam e ajam em prol da destruição do modelo democrático ocidental, chamado capitalista.
Temo, pelo andar das “conversas”, que ainda vou assistir a governos eleitos a negociar com terroristas ou seus representantes…
A História não acabou, a luta continua, por mais que queiramos enterrar a cabeça na areia.

6 comments:

  1. Quem lhe garante que os atentados foram mesmo exeutados por terroristas islâmicos? Quem lhe garante que não foi a administração Bush que os gizou e executou para dar suporte à sua estratégia de guerra global, para levar a "democracia" a todo o mundo? É que fanáticos tanto são uns como outros.

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  2. Caro José Carlos Gomes, vai-me desculpar, mas o seu post, o cenário é demasiadamente tétrico para imaginar que a administração Bush, fosse capaz de levar a cabo um atentado ao seu próprio povo para justificar a "gerra global".E então os atentatados de Madrid,Bali,Nairoby etc.também são invenções desses governos?Teremos,penso, é que ser firmes com a lógica radical do terror,venha ela duma facção islamita ou de uma outra israelita.

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  3. Certamente que á democracia prefere a Sharia...

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  4. O que me perturba é que quem acha que a "Guerra ao Terror" é um desastre de proporções histórias, em diversas vertentes seja sistematicamente intitulado como simpatizante de terroristas. Os EUA tiveram uma oportunidade de fazer algo, de facto, com a solidariedade do mundo.
    E tudo o que fizeram foi alienar essa solidariedade em guerras sem sentido, criando focos de terrorismo, de que nós, europeus somos os alvos mais cómodos.

    Já agora, as vitimas de atentados terroristas desde 2001, são cerca de 4000. Os mortos civis inocentes no Iraque e Afeganistão são cerca de 45 000, pelas estimativas mais conservadoras.

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  5. ergela,

    Acha que o cenário que eu desenhei é demasiado tétrico? Quantas pessoas, incluindo militares americanos, matou a mentira das armas de destruição maciça? Não valerá tudo para esta administração Bush? Eu desconfio que vale... mas não tenho certezas. E, sobretudo, não acho que estejamos numa situação de o Bem contra o Mal: temos dos males a digladiarem-se.

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  6. Caro J.C.Gomes
    É certo que o mal existe, de um lado e de outro, disso não tenho qualquer duvida, só que este problema entronca numa situação de confronto de civilizações com raizes muito mais amplas.Ambas as partes cumprem uma lógica de guerra do mais básico que existe, o problema aqui para mim encontra-se na radicalização de ambas as partes: a visão imperialista dos EUA, e a visão Terceiro Mundista(Ghandy) básica de confronto com as grandes potências destes grupos que volto a repetir são residuais, e não representam o todo.Por isso,penso, e não me leve a mal que temos de ser mais prudentes nesta avaliação que fazemos desta problemática.

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