Durante a Monarquia, as reformas que o PRP tão eloquentemente recomendava tê-lo-iam fortalecido nas grandes cidades e em meia dúzia de capitais de distrito. Com sorte, teriam talvez levado trinta e tal deputados republicanos ao Parlamento e permitido a conquista de outras tantas câmaras. Assentavam, porém, num postulado falso: o de que o país queria a República. Depois do 5 de Outubro, depressa se tomou claro que não queria. E, assim, esquecendo as suas mais solenes promessas, o PRP nunca decretou o sufrágio universal ou lutou pela descentralização eleitoral e administrativa. A longo prazo, o democratismo republicano não podia deixar de se revelar por aquilo que era: a expressão ideológica da vontade revolucionária da pequena burguesia urbana.Vasco Pulido Valente - O Poder e o Povo, 1976 - Edição Gradiva 2004
Eu também não duvido de que, se hoje se fizesse um referendo a perguntar à tugalhada se queria monarquia ou república, a monarquia ganhava para aí com uns 98% dos votos.
ReplyDeleteTenho a certeza que a monarquia perdia num referendo (aliás, anticonstitucional).
ReplyDeletemas a questão não é essa!