O taxista, na busca do consenso, desfia-me um rol de queixas dos políticos e atribui à ”política” os males do nosso tempo. Num almoço de família, um conviva revoltado já com o “grão na asa” lamenta que a política (recente, porque a história começou há vinte anos – a idade do charuto que está a queimar) deu cabo do seu País. No café um vizinho meu, conformado, lamenta os “ladrões” (1) que saqueiam metódica e diariamente o tesouro da república: “Os gajos é só pra sacar”!
Não tenho ideia que a classe política seja pior do que a dos barbeiros, taxistas ou de todos os outros meus acidentais contemporâneos. Parece-me que como cada um se comporta na sua família, comunidade e profissão, contribui decididamente para o estado de coisas. Mais complicado será lembrarmo-nos que sem a "política” é a tirania da Catana. A arbitrariedade da força. Um filme que por distração (ou excesso de entretenimento) poucos se lembram. A política não tem “boa imprensa”. E como muito poucos se dão ao trabalho de ler duas páginas de história seguidas... (1) Políticos
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