Nunca li o livro do Sr. Brown, não só por opção política, mas principalmente porque tenho muitos livros ainda para ler... e cada vez menos anos de vida. Conhecendo as bases do romance, e do género “superprodução - acção americana”, compreendo o êxito comercial. É assim, com muito lixo de consumo, que circula nas livrarias, galerias, discotecas e salas de cinema. Que o pessoal consome, por puro entretenimento, ou, o que é mais grave, julgando preencher o seu enorme vazio cultural.
Julgo, sinceramente, que a obra apenas cumpre os desígnios comerciais da sua editora e do autor. Não quero acreditar numa "conspiração" para denegrir a Igreja Católica. Deve ser veleidade pura. E o Sr. Brown está rico. Que lhe faça bom proveito. Mas o que ponho em causa é a mediatização global de que a obra tem sido objecto. Gigantesca. Acontece o mesmo com a estreia da sua versão cinematográfica. Apesar da crítica considerar a peça medíocre, o assunto é manchete em todo o mundo. Grotesco!
A mim, parece-me um exagero a atenção dada por parte dos "media" a esta notícia hoje. Competiria mano-a-mano com um furo do tipo "descoberta de uma nova e terrível peste”! Sinais dos tempos.
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Pois é, a gente tem de ler aqueles livros do Carrilho, do Alegre, dos discursos do Sampaio, e alguma coisa tem de ficar para trás.
ReplyDeleteUma das críticas que ouvi ao livro, do qual li as duas primeiras páginas, é que estava escrito como um filme. Assumo que pelos standards da industria de hollywood. Ao ponto de o protagonista ser descrito como Mel Gibson.
ReplyDeleteMas que, como é evidente, se mostrou indisponvel...
Não percebo muito bem como se tem opiniões tão fortes e definitivas sobre livros e filmes que não se viram. Por outro lado, embora concorde que seja estúpido o espalhafato que se faz à volta da estreia do filme, independentemente dos méritos artísticos e por razões puramente comerciais, parece-me igual ao espalhafato que se fez quando da estreia do filme baseado no livro "O nome da rosa", assim como dos livros posteriores de Umberto Eco (que, por hipótese, são todos MUUUIIITO bons), pelas mesmas razões comerciais e não artísticas. Qual é a diferença?
ReplyDeleteNão percebo muito bem como se tem opiniões tão fortes e definitivas sobre livros e filmes que não se viram. Por outro lado, embora concorde que seja estúpido o espalhafato que se faz à volta da estreia do filme, independentemente dos méritos artísticos e por razões puramente comerciais, parece-me igual ao espalhafato que se fez quando da estreia do filme baseado no livro "O nome da rosa", assim como dos livros posteriores de Umberto Eco (que, por hipótese, são todos MUUUIIITO bons), pelas mesmas razões comerciais e não artísticas. Qual é a diferença?
ReplyDeleteCara Sofia: O que eu li do livro do Sr. Brown, deu para ver o género. Por favor não compare o Umberto Eco (que conheço bem! Além disso, há muitas coisas na nossa vida de que podemos falar sem ter que experimentar, ou ver, ou ler. O que seria se assim não fosse!
ReplyDeleteNão comparei o Umberto Eco com o Dan Brown, como escritores. Tenho a minha opinião sobre a validade dos dois, o que não tem nada a ver com o marketing que se faz à volta de um determinado filme ou livro. O que eu não compreendo é como campanhas de marketing tão semelhantes provocam reacções tão diferentes.
ReplyDeleteÉ verdade que podemos falar, e muitas vezes falamos, de coisas que não conhecemos. Mas há quem chame a isso preconceito...
Concordo totalmente consigo: é por isso que nao comprei o livro nem vou ver o filme.
ReplyDeleteComprei o livro, li, gostei e vou ver o filme.
ReplyDeleteNão o considero um marco cultural, apenas uma diversão, tal como este blog, os comentários, etc...
Aceito que mesmo quem não lê um livro o possa criticar. Eu não vou ler o do Carrilho e já o critiquei, no entanto, não deixei de identificar o relevo que teve toda a acção mediática do lançamento.
Contra factos não há argumentos, o livro é um sucesso, o filme vai pelo mesmo caminho e quem não gosta não come (claro que pode dizer que não gosta sem provar).
Olha para os jacobinos a espumarem de raiva…
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